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Oh Larica!

21 de junho de 2006 // Postado por: growroom

Um neurocientista brasileiro conseguiu elucidar em detalhe o mecanismo bioquímico que conecta a regulação do apetite aos chamados endocanabinóides –substâncias naturais do organismo que imitam a ação dos derivados da a maconha. Renato Malcher-Lopes, do Instituto Cérebro Mente de Lausanne, na Suíça, evita usar a expressão “larica”, mas seu estudo de fato ajuda a explicar a fome súbita que usuários da droga sentem após consumi-la.

Fonte: UOL

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Ras Jorge Makandal divulga carta do cárcere

21 de junho de 2006 // Postado por: sergio vidal

” Que a paz de Jah esteja entre nós e a todos os amantes do reggae no mundo inteiro,a todos que tem amor ao reggae, tenham uma consciência universal: O amor ,a Paz e a Evolução do Mundo. A Babilônia é cruel, fria e perigosa.”

Assim começa a carta de um homem livre que atualmente está encarcerado na prisão da Delegacia de Polícia do Município de Macaé – Rio de Janeiro, por admitir para si uma crença que utiliza a Cannabis como enteógeno. Ras Makandal é mais uma vítima do proibicionismo à brasileira, que em nome de uma suposta proteção à um conceito inanimado chamado Saúde Pública, relega à marginalidade social boa parte da sua população criminalizada por contravenções envolvendo a planta Cannabis Sativa.

Leia a carta de Ras Makandal recém publicada no site Reggae Movimento, escrita no dia 03/05/2006 CLICANDO AQUI


Exame permite identificação das variações genéticas da Cannabis

16 de junho de 2006 // Postado por: sergio vidal

Extraído do site:

Inovação Tecnológica - publicado originalmente no dia 23/05/2006

“Há alguns anos, o deputado Fernando Gabeira quase foi preso ao chegar ao país com vários quilos de sementes de cânhamo. Ele tentava divulgar o cultivo da planta, que possui uma infinidade de usos, da fabricação de papel, tintas, detergentes, óleo, passando por medicamentos, até a geração de um biocombustível.

O problema é que o cânhamo é um irmão gêmeo da maconha, sendo virtualmente impossível separar um do outro. O cânhamo tem o nome científico de Cannabis ruderalis; já a maconha é chamada Cannabis sativa. O que difere as duas plantas são os níveis do composto psicótico tetrahidrocanabinol (THC), fortemente presente na maconha e virtualmente inexistente no cânhamo.

Anos antes, o estado norte-americano de Minnesota tentara fazer o mesmo trajeto do nosso bem-intencionado deputado. Mas se deparou com o mesmo problema. Desde então, cientistas da Universidade deste estado têm trabalhado na tentativa de separar o joio do trigo, ou melhor, separar o bom moço cânhamo da sua mal-falada irmã-gêmea maconha.

Agora, parece que, finalmente, eles tiveram êxito. A equipe do Dr. George Weiblen utilizou uma técnica para identificação do DNA, chamada AFLP (“Amplified Fragment Length Polymorphism”), que separa as duas plantas sem margens de dúvidas.

Já era possível identificar o THC quimicamente, mas a droga não aparece em todos os tecidos da planta e nem durante todo o seu ciclo de vida. Outro método genético já conhecido, o STR (“Short Tandem Repeats”), atualmente utilizado para a verificação de paternidade em humanos, não é eficaz na separação das duas variedades de Cannabis, mostrando resultados tanto falso-negativos, quanto falso-positivos.

“Nós acreditamos que esta técnica tem o potencial para distinguir também variedades da maconha,” disse Weiblen. “Isso tem implicações não apenas para separar o cânhamo da maconha em países onde o cultivo do cânhamo é permitido, mas também na identificação da origem de drogas apreendidas [...].”

Cientes de que mesmo a sua técnica poderá ainda não será o suficiente para a adoção generalizado do cultivo do promissor cânhamo, os cientistas agora querem mapear todo o genoma da planta. Sua intenção é criar cultivares de cânhamo que mantenham suas incríveis propriedades, mas que não se pareça visualmente com a maconha.” 

 


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