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Showing content with the highest reputation since 07/03/09 in Posts

  1. PESSOAL, ESTAMOS VENDO QUE MUITOS USERS AINDA NÃO ESTÃO CONSCIENTES DO PERIGO QUE CORREM AO IMPORTAR SEMENTES. NO CENÁRIO ATUAL ESTÁ MUITO ARRISCADO PEDIR SEMENTES DO EXTERIOR, EXISTEM MUITOS RELATOS DE INTIMAÇÕES DA POLÍCIA FEDERAL E PEDIDOS DE SOCORRO AO SOS@GROWROOM.NET. APESAR DE POUCOS CASOS RESULTAREM EM PRISÃO, ALGUNS SÃO ENQUADRADOS EM TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS, O QUE PODE RENDER GRANDES DORES DE CABEÇA E ALTOS GASTOS COM ADVOGADOS. ENTÃO NOSSA RECOMENDAÇÃO É QUE NÃO COMPREM, NO FÓRUM NÃO É PERMITIDO QUALQUER TIPO DE NEGOCIAÇÃO OU DOAÇÃO E PODE RENDER BANIMENTO SUMÁRIO. EIS NOSSA OPINIÃO, SE FOREM PEDIR PEÇAM POR PRÓPRIA CONTA E RISCO.
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  2. Pessoal, já tem um costume antigo aqui no fórum onde os veteranos chegam com os dois pés no peito dos novatos que abrem tópicos novos. Isso só causa frustração e raiva na maioria dos novatos que na maioria acabam não voltando. Isso é uma pena, pois deixam de somar ao nosso ativismo em um momento tão importante. Então vou fazer um apelo que imagino ser em nome de toda moderação: deixem os novatos para os moderadores. Se houver alguma situação que não se resolva logo, mandem mp para um modera do board. Esse comportamento agressivo é mais prejudicial ao fórum do que a poluição e será tratado da mesma maneira. Vamos todos nos ajudar galera, sem atritos, sem desunião. Afinal somos uma família onde sempre cabe mais um. 2014 é o ano, vamos com fé!
    97 points
  3. Boa tarde galera, Fui um dos pioneiros deste fórum a cerca de 12 anos atrás. Enquanto era aluno de Agronomia da ESALQ-USP tive contato com o fórum pela primeira vez. Aprendi muito e também dividi os meus conhecimentos Agronômicos com outros participantes. Nesta ocasião plantei sementes importadas pela primeira vez, e assim segui cultivando até me formar. Por mudar de estado e trabalhar em multinacionais, frequentemente recebia visitas de amigos, clientes, etc, ocasião que resolvi parar para não me expor profissionalmente. Entretanto, há três anos atrás decidi realizar o sonho de ter uma vida mais livre. Prestei 3 concursos públicos e passei nos 3. Escolhi vir morar no Espírito Santo. Cobri meu corpo de tatuagens, comprei uma moto, rodei parte da América do Sul e o que não poderia faltar: Sementes ao solo e decretei minha independência dos traficantes. hehehe Moro numa cidade chamada Montanha, no extremo norte capixaba, divisa com a Bahia. Estava tudo muito lindo, estava tudo muito belo até que no dia 19/12/2014 estava com minha namorada na cama, era cerca de 11 da manhã e vi minha casa ser invadida pela polícia num sábado sem nenhum mandato judicial. Apreenderam minhas plantas 13 plantas (2 Super Lemom Haze, 2 Jack Herer, 2 OG Kush e 7 White Widow), fui levado para a delegacia e posteriormente levado para a delegacia da polícia civil e carceragem. Em nenhum momento fui destratado ou algemado. Pediram para tirar foto e deixei, EM NENHUM MOMENTO ESCONDI MEU ROSTO. Quem tem que ter medo de polícia é bandido, o que não é meu caso. Sou pai, trabalhador e profissional bem sucedido, não vi necessidade de me esconder. Fiquei numa cela fedida, suja, com ratos e baratas, sem vaso sanitário até na segunda feira, ocasião onde um contato político meu conseguiu com um juiz de uma cidade próxima meu alvará de soltura. Estou respondendo o processo em liberdade. Alguns fatos me chamaram atenção: 1) Tanto na polícia civil quanto na polícia militar TODOS os policiais se declararam a favor da legalização da Maconha, dizendo que não aguentam mais prender pequenos traficantes e que certamente seriam mais úteis correndo atrás de bandidos. 2) Um policial civil foi aluno do Afrânio na UERJ e me deu a maior força. Agora fica o vazio dentro de mim. Sou portador de TDAH e desde a adolescência me auto medico com Cannabis. Tentei outras drogas alopáticas, porém nenhuma delas era tão efetiva quanto a Cannabis medicinal. Não conheço nenhum traficante na minha cidade e desde então estou sem minha erva. Gostaria de contribuir cm meu relato para que um dia possamos viver em um país diferente. Creio que eu seja liberado do meu emprego em 2016 para fazer mestrado, certamente vou para o Uruguai, onde posso ganhar mais 2 anos e meio cultivando minha erva e esperando que possamos um dia viver em um país onde decisões e leis sejam mais baseadas em fatos e evidências científicas do que em preconceitos e tabus. A partir de agora vou me expôr, não tenho problemas com isso e vou mostrar minha cara para defender minha causa que é a Legalização da Maconha. Eu exijo ter o meu direito de plantar minha cannabis no meu quintal sem ser importunado por ninguém. Desejo a todos um Feliz Natal e que tenhamos um 2015 de avanços na nossa causa. Para quem quiser entrar em contato, estou a disposição. Dalton Ribeiro daltonluis@gmail.com https://www.facebook.com/daltonberni.ribeiro
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  4. LIBERDADE SATIVA LOVER É UMA MENSAGEM QUE HOJE É DE VERDADE! Depois de 3 anos no presídio da Papuda em Brasilia, hoje podemos comemorar, fazer uma homenagem a liberdade, pois a liberdade mesmo que tarde, chegou! A nossa luta vai contuinuar e agora com a força desse irmão que voltou para nosso lado! CULTIVADOR NÃO É TRAFICANTE! VIVA A LIBERDADE! BEM VINDO DE VOLTA AO TIME, SATIVA!!! FAMILIA GROWROOM!!
    79 points
  5. Boa tarde Nobres, venho aqui compartilhar um tutorial de como se fazer uma pomada feita a partir das raizes de cannabis que é muito efeciente para dores em geral, hernia de disco, dores neuropaticas, lesões musculares, cancer de pele, ferimentos etc... Testei em 3 pessoas com problemas distintos e em todas teve um efeito excelente sendo que 2 delas as dores cessaram completamente. Pesquisei muito em sites de fora aonde se tem informações mas valiosas e esta receita foi sendo evoluida conforme fui fazendo testes e pesquisas. Como se sabe as raizes da cannabis não contem THC, mas contem grandes niveis de CBD, CBG, CBC, CBN etc... varios principios que ajudam em muito em dores, geralmente disperdiçamos essa parte das plantas mas tenho certeza que muita gente não vai mais fazer pois essa pomada pode ajudar muita gente, o processo é muito parecido como se faz o oleo para ingestão oral, mas as raizes da maconha não servem para ingestão oral pois contem toxinas que podem fazer mal, por isso somente o uso topico é abordado. Para se limpar as raizes não é a tarefa mas facil, mas depois de arrancar e secar elas fica mais facil para se limpar, pra quem cultivo em hidroponia não tem desculpa para não fazer. Segue os insumos: 200G Vaselina sólida 100G Oleo Coco Organico Oleo Copaíba 30G Pimenta Preta 5 Capsulas de VITAMINA E 3G Ice Hash 2 mãos cheia de raizes 2 Copos Agua Cada insumo tem uma utilidade e vou explicar todos eles, a vaselina e o óleo são obviamente para dar oleosidade e é neles que as propriedades das raízes e do ice iram "grudar", a vitamina E serve para aumentar a durabilidade da pomada pois ela é conservante natural, a pimenta preta é um excelente auxiliador para ajudar na absorção de uso tópico, com ela a pomada penetra até 20x mas na pele potencializando assim nossa pomada, ice hash para adicionar um pouco de THC na pomada que sera muito bem vinda mesmo em uso topico e a agua serve para acertamos a temperatura que tem que ficar. A temperatura precisa ser cerca 100-130 graus e a agua tem ferve em 100 graus ou seja quando a agua começar a borbulhar e não ferver completamente estamos na temperatura que devemos manter no meu fogão fazendo conforme a foto abaixo empilhando o negocio aonde fica a panela ela fica exatamente nessa temperatura, a agua vai evaporando e vou repondo conforme o processo avança, essa parte vou postar um vídeo da próxima vez que fizer. Temos que ferver durante 12 horas, essa é a recomendação de todos meus estudos segue a sequencia. Primeiro você mistura a agua, raízes, ice, vaselina, óleo de coco coloca na panela e deixa nessa cozimento durante 12 horas, sempre repondo a agua. Depois de 12 horas eu peneiro tudo com aquelas peneiras normal de metal e fica com essa cara abaixo Olhando por baixo você consegue ver a agua e a vaselina/óleo coco separados, como na foto abaixo para conseguir separar a agua da agua vamos congelar essa bacia e assim depois de 5 horas podemos separar o óleo da agua, pois só nos interessa o óleo que é a parte de cima. PS. só botar pra congelar a hora que estiver completamente frio depois de algumas horas descansando obviamente Depois de separado o óleo nos colocamos ele na panela novamente para eliminar qualquer resíduo de agua, pois se conter agua em nosso óleo ele vai estragar mas fácil, nesse processo eu adiciono 100 gotas de óleo de copaíba e também a vitamina E, leva cerca de mais 1 horas pra eliminar completamente a agua, depois desligamos e deixamos ele tomar a forma de pomada na temperatura natural na hora que ele começa a endurecer eu adiciono a pimenta preta. Para conservamos durante mas tempo é interessante manter ele na geladeira, quando vc colocar na geladeira ele vai endurecer e não conseguira fazer uso, eu sempre guardo na geladeira e corto o pedaço que vou usar, em 20min na temperatura ambiente ele ganha a forma oleosa para ser passado. Muito importante, nunca coloque sua mão cheia de germes e bactérias no seu pote de pomada, sempre tire com uma colher para retirar, fora da geladeira nunca durou mais que 1 mês, ele começa a apodrecer pois não contem conservantes químicos, por isso agora guardo na geladeira e tiro a quantia que vou usar aquela semana. Abaixo o produto final Segue os testes que fiz em pessoas com distintas doenças abaixo: A 1 pessoa tem artrite nas mãos, no primeiro dia depois de 3 horas de ter passado a pomada as dores já cessaram, ela passou durante 15 dias 1x ao dia e depois parou para ver se a dor voltaria, já fazem mas de 30 dias que ela não passou novamente e as dores não voltaram. A 2 pessoa tem uma séria hérnia de disco depois de ter 2 filhos seguidos, essa pessoa já tinha ingerido o óleo e tinha parado com as dores, mas voltaram depois de 2 meses que o óleo acabou, e ela esta sobre tratamente homeopático e não quer tomar o óleo, então ela começou a passar essa pomada e as dores acabaram....ela ainda esta usando diariamente pois tem medo das dores voltarem. 3 pessoa é uma que quebrou a mão a muitos anos atrás e nunca parou de sentir as dores, já fazem 1 mês que ele esta passando e me disse que diminuiu cerca de 50% da dor, vamos ver daqui a 2 meses. É isso galera, espero que sirva para muita gente e alivie as dores de muitas pessoas, grato por tudo, se esqueci de algo vou adicionando.
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  6. Temos, inegavelmente, a maior e melhor exposição nas mídias nacionais, destacando o poder terapêutico da Cannabis, particularmente o CBD, encabeçando o rol de substâncias eficazes em diversos tratamentos. É um avanço importante. Porém, o que não fica claro nas narrativas é que o CBD separado dos 84 canabinóides já isolados não surte efeito desejado. A estrutura de tratamento com Cannabis baseia-se, a titulo de exemplo , a um castelo de cartas - onde a retirada de uma substância faz com que a estrutura entre em colapso. Reparem atentamente no gráfico: O THCv, reduz convulsões, o Delta 9 THC e o Delta 9 THC-A reduzem espasmos musculares.... EXATAMENTE o que busca essa família! http://g1.globo.com/sp/presidente-prudente-regiao/noticia/2014/04/pais-buscam-tratamento-com-derivado-da-maconha-para-filha.html Dessa forma, tratá-la com CBD isoladamente não será a melhor posologia. Assim, sinto a tendência que, pelo que conhecemos da renomada incompetência de nossos legisladores, ouso dizer que buscarão (sob pressão intensa) legalizar SOMENTE para indústrias farmacêuticas, sob a argumentação que só elas teriam capacidade de isolar os componentes da planta. Aí está o erro! A planta em sua totalidade é a cura, não parte dela! Dravet , Rett ou CDLK5, epilepsias raras ou"normais" , esclerose múltipla, precisam do ROL COMPLETO de canabinóides. Há um claro debate entre os cientistas acerca da tradução do termo "Entourage effect" para "Efeito Comitiva", que é o define a interação entre os canabinóides. RECOMENDO A LEITURA=>http://www.cnn.com/2014/03/11/health/gupta-marijuana-entourage/index.html Ao se conhecer o que cada canabinóide pode oferecer como tratamento, basta que se privilegie a planta com este princípio ativo, ( relação chave-fechadura) mas não eliminar os demais canabinóides da farmacopéia cannábica. Prova inconteste dessa interação de canabinóides foi o isolamento do THC pela medicação MARINOL, onde os usuários preferiram utilizar a planta e não a substância isolada para resultados eficazes.. (...) Take the case of Marinol, which is pure, synthetic THC. When the drug became available in the mid-1980s, scientists thought it would have the same effect as the whole cannabis plant. But it soon became clear that most patients preferred using the whole plant to taking Marinol. (...) Para finalizar, deixo a matéria entitulada em tradução livre " Porque os pais não devem apoiar a legislação de CBD, isoladamente" Original: http://www.ladybud.com/2014/01/27/why-no-parent-should-support-cbd-only-legislation/ Google translator: http://www.google.com/translate?hl=en&ie=UTF8&sl=en&tl=pt&u=http%3A%2F%2Fwww.ladybud.com%2F2014%2F01%2F27%2Fwhy-no-parent-should-support-cbd-only-legislation%2F Bing Translator: http://www.microsofttranslator.com/bv.aspx?from=&to=pt&a=http://www.ladybud.com/2014/01/27/why-no-parent-should-support-cbd-only-legislation/ Nas últimas semanas, tem havido uma explosão de legislação recentemente proposta de extratos de maconha CBD-ricos, o tipo de maconha medicinal caracterizado como um tratamento para a epilepsia em Sanjay Gupta "WEED -CNN especial, no verão de 2013. Pais lutando pela vida de seus filhos epilépticos estão desesperados por tratamento que funciona, e o poder com que esses pais podem lutar não deve ser subestimada. Alguém poderia imaginar que suas vozes fortes seria um benefício enorme para o movimento de reforma, mas em vez disso o que tem acontecido é a criação de uma grande divisão: CBD-only todo vs planta maconha medicinal. E na comunidade pediátrica defesa cannabis, o debate ficou muito feio. Embora os defensores de legislação mais abrangente sobre a maconha medicinal, muitas vezes citam uma "nenhuma criança deixada para trás" política - o que significa que as crianças com câncer, autismo e outras condições que respondem melhor a medicina com níveis mais altos de THC - há uma outra parte do debate que tem sido em grande parte ausente da cobertura da mídia: De acordo com os pais que foram efetivamente tratar a epilepsia de seus filhos com cannabis, durante anos, extratos CBD-ricos só são susceptíveis de proporcionar o controle das crises adequada, sem suplementação THC. Renee Petro e filho Branden "Inicialmente, quando eu me inclinei sobre CBD eu ouvia alta CBD, de baixo THC é o caminho para o tratamento de convulsões", diz Renee Petro, um defensor da Flórida cujo filho sofre de Branden FOGOS , uma forma de epilepsia pediátrica intratável. "Eu lobby para CBD-única legislação , porque eu pensei que ele iria salvar a vida de Branden. Mas como eu aprendi mais, eu percebi que estava errado. " Enquanto Petro reconhece a importância de uma legislação mais ampla para ajudar as crianças com doenças como o câncer - "não queremos apenas para ajudar a nós mesmos, queremos ajudar a todos", diz ela - como Petro aprendi mais sobre cannabis, ela também percebeu que seria Branden provavelmente precisará de mais THC do que a lei permitiria a fim de controlar ambas as convulsões e outros sintomas de sua doença. Uma das pessoas que ajudaram a Petro aprender sobre a cannabis medicinal foi Rebecca Hamilton-Brown, cujo filho tem síndrome de Dravet Cooper, a mesma forma de epilepsia pediátrica como Charlotte, o homónimo da Web tensão da CBD-rico de Charlotte. Hamiton-Brown vem tratando Cooper com cannabis medicinal por dois anos, então ela teve mais experiência com este tratamento que a maioria dos pais na linha Pediátrica Cannabis Terapiagrupo (PCT), ela fundou com um punhado de outros pais no início de 2012. O grupo já cresceu para mais de 3.000 membros, e é um foco virtual no debate sobre CBD vs THC. Quando ela aprendeu sobre o tratamento a cannabis medicinal para a epilepsia, diz Hamilton-Brown, "Bebi o Kool-Aid. Foi tudo sobre CBD, que ia ser uma cura, e eu preguei para quem quisesse ouvir "Ela localizado a uma tensão em seu estado natal, Michigan com a maior CBD:. Proporção THC ela poderia encontrar. "Em fevereiro de 2012, havia apenas um punhado de nós a fazê-lo", lembra Hamilton-Brown. "Eu comecei a PCT, pois não tínhamos idéia do que estávamos fazendo e nós precisávamos de outros pais para conversar, para perguntar o que você está usando? O que está funcionando? e martelar o nosso caminho através dela. " O filho de Rebecca Hamilton-Brown Cooper O Hamilton-Brown descobriram foi que não há duas crianças pareciam ter a mesma resposta exata para o tratamento, nem mesmo a mesma criança em épocas diferentes. "Esta não é uma terapia que é como ir a uma farmácia de uma pílula", explica ela. "É algo que você tem que mexer com e como o seu filho está nele por mais tempo, é preciso ajustá-lo, não apenas na dosagem, mas em termos de teor de THC. Há uma série de fatores que criam uma necessidade de mudar o regimento. Se você quer o melhor o controle das crises, não há necessariamente uma dose você sempre pode ficar com. Você precisa ter a mente aberta. " Atualmente, Hamilton-Brown é tratar o filho com tanto um 25:1 e uma cepa de 2:1. "Damos (maior óleo THC) para ele, conforme necessário", explica ela."Qualquer coisa que provoca estresse ou excitação é um (apreensão) gatilho para ele, e THC leva a borda fora e ajuda-o a não ter uma convulsão." Hamilton-Brown diz que fatores como a puberdade, mudanças de medicamentos, doenças menores, e qualquer tipo de excitação em sua casa pode causar estresse, que leva ao aumento da atividade de apreensão; ela complementa Cooper com maior THC durante períodos de estresse. Mas, independentemente da ampla evidência de que a adição de THC pode ajudar a controlar as convulsões, muitos pais relutam em considerar qualquer coisa, mas cepas CBD-ricos para seus filhos. "As pessoas em Colorado estão fazendo a mesma coisa (adicionando THC), mas eles estão relutantes em falar sobre isso", diz Hamilton-Brown, que acredita que muitos pais estão com medo de fazer seus filhos "alto". Não é nenhuma novidade, considerando que um dos poderosos argumentos políticos para CBD-somente a legislação é que essas tensões não são psicotrópica, e os pais que assistiram seus filhos sofrem com tratamentos farmacêuticos altamente psicotrópicas estão agarrados à esperança de que o controle das crises pode ser alcançado sem qualquer psicoactividade. É um sistema de crença que Hamilton-Brown diz que é altamente irrealista. Dana Ulrich com a filha Lorelei "Eles ouvem CBD e acho que isso é tudo que eles precisam, e não é", diz ela."Sua falta de experiência e falta de conhecimento está sendo usada para moldar a legislação que vai afetar muita gente." De fato, se CBD-única legislação for aprovada, há uma probabilidade de haver um monte de pais desapontados que percebem que a fórmula não está trabalhando para o seu filho. E "passos de bebê" A legislação é perigoso, pois ele pode ser muito difícil mudar tais leis uma vez um precedente foi definido. "E se eles se passou ea relação não funciona para o seu filho?" Pede Hamilton-Brown. "Então o que?Eu não quero que eles têm que aprender da maneira mais difícil. " Renee Petro concorda. "O que eles estão fazendo no Realm of Caring é simplesmente maravilhoso", diz ela. "Eles têm feito muito para ajudar as pessoas. Mas a imagem perfeita não é do jeito que é - não é a realidade de todos. É enganosa. " "Apesar de A Menina eo Porquinho está ajudando muitos, não é a única opção lá fora", diz Petro. "Uma coisa especial, não vai funcionar perfeitamente para todos, porque todas essas crianças são diferentes." Assim, os pais devem que defendem para CBD-única legislação mudar de tom e em vez lutar por leis mais amplas de maconha medicinal?Absolutamente, diz Dana Ulrich , um dos pais que conduzem o impulso para a maconha medicinal na Pensilvânia. "Claro CBD-única legislação foi discutida entre os pais, porque queria ter certeza de que explorou todas as opções", diz Ulrich. "Nós rapidamente decidiu que a eliminação de THC ou quaisquer outros componentes e não lutando para a terapia de planta inteira deixaria tantas pessoas na Pensilvânia, sem a ajuda de que necessitam e merecem." Dana Ulrich lobby por planta maconha medicinal inteiro na Pensilvânia A chave, Ulrich acredita, é a educação - ouvir os pais experientes como Hamilton-Brown. "Eu realmente acredito que quando as pessoas tomam o tempo para ser educados sobre a ciência por trás terapia cannabis, eles não têm outra escolha a não ser pular, com entusiasmo, a bordo", diz Ulrich. Petro, Hamilton-Brown, e Ulrich todos concordam que não só a legislação mais ampla ajudar seus próprios filhos, é importante considerar os outros pacientes que serão afetados. "Nós não queremos fazer o que é certo para apenas uma pequena quantidade de pessoas, porque estamos desesperados", disse Petro. "Eu tenho um amigo cujo filho tem uma doença auto-imune. Ele precisa de THC.Como eu poderia olhar o meu amigo nos olhos e dizer que sinto muito, você está sem sorte, mais importante do meu filho do que o seu filho? " Mas uma vez que os legisladores estão no caminho certo para CBD-única legislação, os pais podem mudar as suas mentes? "Os políticos não estaria no poder se não fosse por nós, para que eles vão nos ouvir", diz Petro. "Você não pode ter medo de dizer o que você acredita. Eles vão ouvir. " "Esses pais sugado para a idéia de que seus legisladores têm o poder", diz Hamilton-Brown, "Mas nós, como pais, temos o poder." "O que aconteceu com a cavar e lutar? Todas as crianças merecem para que possamos lutar por eles para que possam ter esta medicação. " ________________________________________________________________________________________ Para concluir, reforço que nossa luta pela liberação não deve ser em fracionar a planta, pois é um erro em sua essência. Cabe esclarecimento e divulgação da VERDADE, desde sempre. Nós do GR temos que, por conhecer a verdade, ensinar as famílias a CULTIVAR ou APOIAR o CULTIVO e espalhar a informação pertinente. Exemplo: Quais espécies ricas em quais canabinóides? Como eu preparo o óleo? Como administro a dosagem? Como tenho certeza estar no caminho certo do tratamento e como terei certeza da efícacia, baseada em relatos de outros pacientes?? Como completo a dosagem de CBD, definida em mg/ml para correto diluição e para não ficar "forte demais" O que é "forte demais" para as faixas de idade e doenças? Uma "cartilha GR da cannabis medicinal para as famílias" para livre impressão e distribuição nas marchas em TODO BRASIL, vejo um ótimo caminho de divulgação. Além claro, do site, Facebook, Twitter, enfim, onde pudermos disseminar o CORRETO CONHECIMENTO sobre a planta. Guardem o termo: Efeito comitiva/Entourage effect . Só ele é eficaz. Estudem, visitem os links, façam sua parte, Aqui , devemos agir como o efeito entourage, JUNTOS SOMOS FORTES! Agradeço o espaço, sigamos! Abraço, Siba.
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  7. Olha.. Eu não quero polemizar, tampouco fazer papel de advogado do diabo.. Mas eu acho que algumas coisas tem que ser melhor explicadas, os pingos de alguns is tem que ser colocados e eu vou usar a minha vivência na situação como exemplo para clarear a mente de muitos e, talvez, fazer alguns pensarem melhor antes de escreverem determinadas "certezas" em um fórum de internet. Como a maioria dos Growers iniciantes, eu resolvi pagar pra ver e encomendar sementes gringas para começar o meu plantio. Vi comodidade no fato das mesmas chegarem em minha casa pelo correio, em poder pagá-las com cartão de crédito ou VPI (vale postal internacional), sem contar que fiquei maravilhado ao ver as variedades e ao perceber que poderia comprar diretamente sementes feminizadas (o que pouparia bastante meu trabalho como Grower). Logicamente, sabia dos riscos envolvidos, sabia que poderia ter as seeds apreendidas, ser intimado pela polícia e quiça, rodar. Como deslumbrei geral, efetuei a encomenda das seeds assim mesmo. Fiz o pedido no sementemaconha e as seeds chegaram, até rápido. A intenção era a de plantar e sendo meu primeiro plantio, sabia que ia me confundir com algumas coisas, mas lendo as infos aqui com os camaradas, vendo os diários de cultivo da galera e estudando mais sobre o assunto a idéia era conseguir ter belas plantas e alguma coisinha para fumar sem ter que ir em boca de fumo, em biqueira, sem ter que me envolver com traficante algum. Até aí, lindo. Confiante como estava e vendo que as seeds que tinha comigo eram poucas (5 apenas), efetuei um novo pedido, no mesmo site, próximo do final do ano passado. As seeds não chegaram. Entrei em contato com o site, reclamei e eles se comprometeram a enviar o pedido novamente. As seeds não chegaram again. Noiei, paranoiei, fiquei assim até meados do ano atual e depois relaxei, já que não chegou intimação nenhuma, pensei "Foi pra cacete, se perdeu, extraviou". Ledo engano. No início do mês passado, tive o desprazer de receber do carteiro uma carta que tinha em seu conteúdo uma intimação da DRE da PF aqui do RJ para que eu comparecesse para prestar "esclarecimentos do interesse da justiça", 15 dias depois. Irmãos.. Como diz aquela música do Djavan "Só eu sei, as esquinas por que passei" depois de receber a intimação. Primeiro, fui surpreendido, tomei um "shock and now" já que eu nem esperava mais que aquelas seeds chegassem, assim como não esperava que ela estivesse em poder da PF, já que passados praticamente 1 ano após a compra em questão eu pressumi que, se estivesse com eles, eles já teriam me intimado antes. Ledo engano 2. Não só estava com eles como sim, eles me intimaram apenas 1 ano após a compra. A casa caiu, literalmente. Minha esposa, com a qual eu já sou casado a 10 anos pirou, chorou, ficou numa pior. Ela é aquela mulher toda certinha, que tem as contas em dia, que nunca teve ninguém da família envolvida com parada errada, que dirá ter um marido sendo intimado pela DRE da PF para prestar esclarecimentos. Nunca a vi tão triste. Como consequência, meus pneus arriaram junto. O TAG (transtorno de ansiedade generalizada) do qual eu sou portador e estava devidamente controlado se descontrolou em um tiro, como consequência, entrei em depressão aguda. Uma colite ulcerativa que tive a 5 anos atrás que estava igualmente controlada voltou com força total, emagreci 5 kilos. Foi a destruição mental e material de um ser humano mais rápida que eu já vi. Sofri, sangrei e chorei, literalmente. No meio dessa densa névoa, perdido e sem saber a quem recorrer, mandei um email para o SOS aqui do Growroom, pedindo ajuda. Juro, não achei que teria um décimo do que me foi oferecido. Quando muito, passariam algumas informações para algum advogado maluco que quisesse pegar minha causa, pensei eu. Ledo engano 3. Minutos depois de ter mandado o email, fui respondido pelo camarada Bigcunha que de bate pronto me deu as primeiras informações e me tranquilizou. Expliquei todo o ocorrido para ele e novamente, minutos depois, ele me respondeu dizendo que se eu quisesse, meu caso seria acompanhando diretamente pela Consultoria Jurídica do Growroom. Fiquei estupefato. Como podia em coisa de minutos eu, um fudido, ter arrumado consultoria jurídica para o meu caso? As coisas não estavam batendo para mim. De toda forma, trocamos telefones e marcamos de nos encontrar em um restaurante aqui do centro da cidade, alguns dias depois. Imaginei que seria eu e o camarada Bigcunha, achei que ele seria o responsável pela minha defesa e eu já estava achando isso o máximo. Ledo engano 4. Imaginem o tamanho da minha satisfação ao encontrar o camarada Bigcunha e em seguida, ser surpreendido pelos camaradas Sano, BraveHeart, Forrester e Agroo, chegando com uma enorme energia positiva, me abraçando, afagando minha cabeça e me dizendo para ficar tranquilo que eu seria assessorado por eles, que estavamos todos juntos nessa e que eu não podia abaixar a minha cabeça já que eu não era bandido. Nossa galera.. Pra um cara que estava no estado mental e psicológico que eu estava, ter tido esse tipo de recepção, de apoio, de ajuda e de carinho não tem preço, é algo que fica difícil mensurar ou tentar quantificar em valores reais. No meio disso tudo eu resolvi fazer a pergunta mais importante : Quanto me custaria a ajuda que eles estavam me oferecendo? Sim, até porque, estamos no Brasil, uma merda de um país fudido de terceiro mundo. Ninguém (ou pelo menos não a maioria das pessoas) arrota dinheiro. Estava começando a preparar meu psicológico para ouvir os valores. Incrivelmente eu obtive como resposta em uníssono que não me custaria nada. Nada. Absolutamente nada. Me disseram que estavam ali para me defender gratuitamente, já que eu era usuário, estava sem pai nem mãe na pista e que a minha causa era a causa deles. Fiquei muito emocionado. Não acreditava no que estava ouvindo. Sei bem que os honorários cobrados pelos poucos advogados capazes de lidar com esse tipo de assunto (querendo ou não querendo, o assunto pra PF é tráfico internacional de entorpecentes) estão bem acima das minhas possibilidades financeiras. E no entanto, eu teria uma assessoria jurídica de primeira, triple A, gratuitamente. Achei incrível no momento e continuo achando até agora. Dito isso, sentamos, almoçamos, conversamos, alinhamos parte das coisas e o Bigcunha marcou um outro dia, para que eu fosse a residência dele, para que conversassemos melhor, definíssimos uma linha de defesa e nos preparassemos para o dia da ida a PF. No dia acordado, estava me preparando para ir a residência do Bigcunha quando sou mais uma vez surpreendido pela notícia de que ele viria me buscar em minha casa, eu não precisaria ir até a casa dele de buzão, o cara viria até mim, me pegaria e me levaria para a casa dele. Além de não pagar porra nenhuma para os caras ele ainda viria me pegar em casa. E veio. Chegando a residência dele entreguei os documentos que ele me pediu, a intimação, alguns laudos médicos que possuo e começamos a conversar. Eu contei toda a minha história, expliquei os motivos que me levaram a querer importar minhas próprias seeds, falei tudo. Ele ouviu atentamente, leu tudo com a maior atenção e varamos noite adentro conversando a respeito do caso e montando a linha de defesa a ser seguida. Tarde da noite, na hora de ir embora, o camarada Bigcunha me levou novamente até minha residência. Eu disse que não precisava, que eu pegaria um ônibus e para casa voltaria no entanto, o camarada contra argumentou dizendo que estava tarde, que o ônibus demoraria e que de carro eu chegaria em casa em um instante. E assim foi feito e nessa noite digo a todos vocês que foi a primeira noite que eu consegui dormir mais tranquilo, já que estava me sentindo defeso, protegido pelo CJGR. Na despedida, marcamos um novo dia para rebatermos novamente tudo que haviamos conversado, para que chegassemos na PF preparados para o que desse e viesse. O dia chegou e o esquema foi o mesmo. O camarada Bigcunha me buscou e me trouxe em casa novamente, mesmo após estar cansado do seu dia de trabalho e por estar cuidando de sua pequena filha. Nesse dia ele fez uma procuração para que eu assinasse, procuração essa que daria a ele o direito de me defender na PF. Eu achei que seria ele somente. Ledo engano 5. Constavam na procuração como meus advogados o camarada Bigcunha, o camarada Sano e o camarada Braveheart. Pirei quando li aquilo. Vejam : Eu não teria grana para pagar nem 1, que diria 3 advogados. Mas sim, era exatamente isso que me estava sendo ofertado, gratuitamente : 3 advogados compentes e experientes no assunto, prontos para me defender contra os leões. Em casa, após esse dia, antes de dormir, fiquei pensando em tudo que estava ocorrendo. Não me achava merecedor de tanto apoio, nem imaginava que teria um décimo dele. No entanto, eu estava tendo e graças a ele, estava me sentindo mais seguro, mais confiante e foi com esse espírito que fomos a PF, no dia que a intimação ordenava. Ao adentrar no prédio da PF, nem precisa dizer que gelei. Tremia, suava, estava entrando em um processo de paranóia que eu não desejo nem para o meu pior inimigo. Enquanto isso o Bigcunha estava ali, impávido, do meu lado, me passando força, me pedindo tranquilidade e me garantindo que tudo daria certo, que no final, tudo acabaria bem. Entendam o pavor que um ser humano normal sente ao entrar pela primeira vez em uma delegacia de polícia e ao chegar lá ser surpreendido por um cheiro de maconha dos mais fortes que eu senti em minha vida. Olhei assustado para o Bigcunha e ele com um sorriso tranquilo me disse que naquele andar era onde eles guardavam as apreensões. Não sei dizer se fiquei feliz ou triste com isso, mas garanto que bem eu não estava. Quando fomos chamados para entrar, me vi com um réu andando sobre o patíbulo, prestes a ser enforcado. Juro, esse foi o sentimento que me cobriu. Deu um vazio imenso, cheguei a entrar em um estado que no kendo chamamos de "mente da não mente", onde a pessoa esta no lugar, mas ao mesmo tempo, não esta. Onde parece pensar no que esta acontecendo mas ela na verdade é parte integrante do que esta acontecendo. Difícil de explicar, complicado de sentir, mas era assim que eu estava. Não sentia mais medo. Simplesmente não sentia mais nada. Sentei na mesa e tinham pilhas, repito, pilhas de processos encima dela. Um escrivão mal humorado pegava meus dados enquanto aguardávamos o delegado. O mesmo chegou minutos depois, se apresentou e nesse momento, o Bigcunha pediu que eu tomasse a frente e começasse a falar tudo que havíamos conversado nos dias anteriores. E assim o fiz. Falei, falei, falei até não poder mais. E o silêncio na sala do delegado era profundo nesse momento. Terminado o depoimento, fiz a entrega expontânea de algumas outras seeds que estavam comigo. Isso deixou o delegado surpreso. E pelo olhar vi que foi uma supresa positiva, tipo "o cara entregou tudo numa boa, na maior, por conta dele mesmo". Após isso ele cantou o depoimento para o escrivão que digitou tudo exatamente da forma que o delegado cantava. E eu, apesar de leigo, comecei a ver que a linha de defesa criada pelo CJGR era realmente eficaz, já que quando entrei ali o olhar pra mim era tipo "lá vem mais um enrolão" e ao sair recebi tapas nas costas e desejos sinceros de boa sorte da parte do delegado. Quando saímos do prédio, quando nos afastamos tive a sensação que um Titã teria ao tirar o mundo que estava carregando em suas costas. Me senti leve, tranquilo e pela primeira vez em quase 1 mês, me senti feliz. Estamos agora no aguardo da decisão do MPF a respeito da situação mas pelo que vi até então, o desfecho final tem tudo para ser o arquivamento do inquérito policial. Eu vou ser sincero.. Li acima gente dizendo que é besteira levar advogado por conta de seeds apreendidas pela PF. Eu já penso o contrário. Besteira, besteira mesmo é se expor ao risco de entrar em uma delegacia de polícia federal, local onde só existem leões, sozinho, despreparado e sem a companhia de um advogado de confiança e compentente no direito canábico. A chance de tremer nas bases, falar mesbla e se complicar é gigante, colossal. Lembremos sempre que por mais malandros que possamos nos achar, os policiais lá dentro são 10, 20 vezes mais malandros do que nós todos juntos. Lidam com gente da pior estirpe diariamente, estão acostumados a ouvir mentiras e a desmontá-las a todo momento. Então, achar que por ser minimamente hábil com as palavras e por conhecer um tico de direito vai entrar e sair de uma delegacia da polícia federal incólume após ter seeds interceptadas é contar demais com o ovo no três da galinha.. EU não o faria e EU não recomendo ninguém que proceda dessa forma.. No entanto.. Cada cabeça, uma sentença. Todos somos grandinhos para sabermos quem devemos ouvir, para sabermos o que é prudente e o que é idiota fazer. Eu fico com a prudência. Se conselho fosse bom, ninguém dava, vendia. Mas eu vou deixar um aqui : Nunca, jamais, encomendem sementes de ganja antes da legislação mudar. Os motivos são óbvios. Se querem mesmo plantar, peguem mudas com algum amigo, juntem uma graninha, comprem um pedaço de prensado bom, catem as seeds e plantem, enfim, existem mil maneiras de preparar Neston. O que não pode é querer fazer o Neston de uma forma e terminar tomando Nescau de outra.. Eu não vou entrar no mérito da questão da minha vida pessoal, das minhas experiências.. Mas posso dizer para vcs que eu conheço nessa vida 3 tipos de pessoas : As boas, as ruins e as extremamente ruins. Após conhecer a galera do CJGR eu percebi que falta uma categoria.. A das pessoas extremamente boas.. Sim, apesar de não acreditar que elas existiam, elas existem e eu tive a honra de conhecer algumas dessas pessoas. Na verdade, analisando melhor, é quase como se os CJGR não fossem pessoas e sim, anjos vestidos de pessoas, infiltrados no meio delas para protegerem as mesmas das covardias e atrocidades que estamos expostos diante da Lei atual, da forma que ela é. De antemão peço desculpas por um post tão extenso, mas é que achei importante contar a coisa como ela realmente aconteceu, nos mínimos detalhes. No mais, é isso. Um salve para os amigos do CJGR e energias positivas para os amigos que se encontram na mesma situação que eu. Paz, sempre.
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  8. Sou pai da Sofia, uma menina linda de 8 anos, em dezembro faz 9, que sofre de uma doença rara CDKL5, e depois de todas as tentativas com os remédios tradicionais, acabei descobrindo nos EUA que a maconha rica em CBD poderia ajudar minha filha no controle das crises e no cognitivo. Hoje apesar de não controlar as crises, posso afirmar que junto com o VNS ( um aparelho para controlar as crises) é disparado o melhor remédio. Muito melhor do que os alopatas, que tem grandes efeitos colaterais. A partir dessa história começamos um movimento, capitaneado pela minha mulher Margarete (Guete) e junto com outras mães e pais na luta pela maconha medicinal – a Apepi, que se juntou a outros movimentos e grupos pela causa da maconha. Hoje plantamos para fazer o remédio dela e temos um habeas corpus, o que torna nossa plantação legal. Conseguimos fazer um óleo dosado pela UFRJ e cada vez melhor. Mas preciso melhorar a minha plantação já que o nosso gargalo para ajudarmos as crianças é realmente a quantidade produzida!
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  9. Amigos, Estou desde a noite passada em contato com a família do Sergio. Já estamos colaborando com a defesa. Peço a todos pensamento positivo para ele sair logo. Recebemos muitos pedidos de ajuda pelo SOS, todos foram respondidos. A Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas já juntou todos os prints das ações dos policiais e será feita uma representação no MP contra esses criminosos de distintivo. #LiberdadeTHCprocê
    49 points
  10. O Growroom foi a Colômbia e registrou um dos maiores cultivos de cannabis e seguramente de altíssima qualidade. Genéticas selecionadas com muito cuidado por "El Gato" nosso amigo chocolateiro colombiano. Fomos recebidos com muito carinho e cuidado para essa emocionante aventura que vamos apresentar em 5 partes. A primeira parte traz a parte do crescimento das plantas. Primeiro plantas em vasos com casca de arroz, turfa e pedra pome. Ficam ali até atingirem um metro de altura quando são transplantadas para a "Pacha Mama" (a mãe natureza, a terra). Para que as plantas não floreçam e atinjam a altura desejada o fotoperíodo é complementado com lâmpadas fluorescentes. A floração é interrompida mantendo a luz ligada 18 hs por dia. Vamos deixar de papo e dá o play no vídeo!
    49 points
  11. TENHO ANSIEDADE, COMO A MACONHA PODE ME AJUDAR ? Pessoal, nos últimos 2 anos temos notado um crescente número de usuários que buscam o fórum por terem desenvolvido algum tipo de ansiedade patológica devido ao uso da erva. Como somos uma casa que preza pelas informações de qualidade comecei a compilar algumas informações que podem ser úteis para os usuários de Cannabis que tenham desenvolvido alguma problema relacionado ansiedade. As informações contidas aqui podem ajudar as pessoas que sofrem de ansiedade a se beneficiarem dos cannabionoides corretos que possam trazer algum alívio para sua condição. Em especial, nos últimos 5 anos vem se estudado o potencial terapêutico do CBD (Canabidiol) como um excelente ansiolítico, antiflamatório, antipsicótico e inibidor do crescimento de células cancerígenas, ou seja, a estrela da vez desse tópico não é o THC, mas sim nosso querido aliado o Canabidiol (CBD) Últimas pesquisas As últimas pesquisas relacionando o CBD ao tratamento da ansiedade demonstram que existe eficácia terapêutica na utilização do Canabidiol como tratamento para transtornos de ansiedade, em especial ansiedade social, ou fobia social como também é conhecido. A principal pesquisa anallisando os benefícios do CBD na ansiedade social foi realizada em terras brasileiras por um time de pesquisadores formado pelo médico Jose Crippa. O estudo denominado "Bases neurológicas dos efeitos ansiolíticos do Cannabidiol em pacientes com fobia social generalizada: Um estudo preliminar" apresentado em 9 de Setembro de 2010 no jornal de Psicofarmacologia apresenta os resultados obtidos com a utilização de CBD em 10 pacientes do sexo masculino, com idade entre 20 e 33 anos, que sofrem de ansiedade social severa, o estudo foi realizado na Universidade de São Paulo (USP). Os pacientes do estudo ingeriram cerca de 400mg de CBD puro cristalino fornecido pela THC Pharma de Frankfurt, administrado na forma de cápsulas em gel ou em forma de alguma solução para ser bebida. Após consumirem o CBD os pacientes foram direcionados para estudos que visava identificar as áreas envolvidas no processamento do CBD e sua relação como ansiolítico. A forma de estudo das imagens obtidas foi o Single Photon Emission Computed Tomography (SPECT). A pesquisa analisou os níveis de ansiedade dos pacientes antes, durante e após os estudos que utilizava a quantidade de sangue presente no cérebro para identificar possíveis "gatilhos" que geravam ansiedade. Os pesquisadores foram capazes de correlacionar esses relatos subjetivos com atividade de fluxo de sangue no cérebro. A conclusão da pesquisa foi de que " O Canabidiol (CBD) foi associado com diminuição significativa da ansiedade". Eles observaram redução da atividades em áreas como o giro hipocampal esquerdo, o hipocampo e o giro temporal inferior. Eles viram aumento da captação no giro cingulado posterior direito. "Estes resultados sugerem que o CBD reduz a ansiedade em transtornos de ansiedade social e que esta está relacionada aos seus efeitos sobre a atividade em áreas do cérebro límbico e paralímbica", segundo Crippa. Se o CBD exerce efeitos semelhantes, as descobertas de Crippa sugerem que ele pode ser útil para diminuir a ansiedade. Link da pesquisa - http://projectcbd.org/Science.html#First Como garantir uma experiência mais ansiólitca ? Uma das vantagens que temos hoje em dia com a popularização do cultivo de maconha e de uma maior preocupação com a saúde é a possibilidade de consumir a erva utilizando um vaporizador. O conceito básico do vaporizador é que ele não gera combustão, mas sim aquece a erva até uma determinada temperatura onde os cannabionoides começam a se desprender do material vegetal. Dessa forma, é possível através do conhecimento dos pontos de desprendimento entendermos em qual temperatura determinado cannabinoide fica mais facilmente disponível para ser consumido. tetrahydrocannabivarin (THCV) Flash Point: 137.6 °C (279.68 °F) delta-8-tetrahydrocannabinol (delta-8-THC) Flash Point: 144.5 °C (292.10 °F) delta-9-tetrahydrocannabinol (THC) Flash Point: 149.3 °C (300.74 °F) cannabichromene (CBC) Flash Point: 174.2 °C (345.56 °F) cannabidiol (CBD) Flash Point: 206.3 °C (403.34 °F) cannabigerol (CBG) Flash Point: 207.2 °C (404.96 °F) cannabinol (CBN) Flash Point: 212.7 °C (414.86 °F) Como estou buscando esse tipo de informação relacionada ao CBD e a vaporização a algum tempo encontrei essa tabela criada pelo forum Fuck Combustion. Esse fórum reúne pessoas interessadas em compartilhar um pouco mais sobre "a cultura da vaporização" e seus benefícios. E por sorte minha, em um dos tópicos relacionados a ansiedade encontrei as temperaturas corretas para o efeito desejado. Segue abaixo. Nota-se que a temperatura utilizada para pessoas que querem combater a ansiedade é entre 170 a 190 graus celsius. EU SÓ TENHO PRENSADO, PODE ME AJUDAR ? Por experiência própria posso afirmar que o prensado não ajuda no combate da ansiedade. O fato dos prensados não ajudarem a combater a ansiedade é por um simples motivo farmacológico. Já sabemos que a maior parte dos prensados brasileiros é cultivado em solos paraguaios e que normalmente se plantamos uma semente de prenpen nasce uma bela sativa. O problema é que as genéticas sativas landraces tendem a ter uma quantidade de THC muito maior do que de CBD, o que em alguns casos é a "situação química" perfeita para que usuários com pré disposição genética tenham seus primeiros ataques de pânico ou de ansiedade. Nota-se claramente que para ter uma experiência ansiolítica é necessário encontrar genéticas que tenham uma relação parecida de CBD e THC. As genéticas que devem ser evitadas para as pessoas que tenham alguma patologia relacionada a ansiedade são as que tem muito THC e pouquissimos traços de CBD, como é o caso da Moby Dick. UMA NOVA FORMA DE TRATAMENTO Nas minhas buscas por formas alternativas de aliviar a ansiedade acabei encontrando um tipo de tratamento diferente. O tratamento consiste no preparo de sucos utilizando partes ainda molhadas da Cannabis, como folhas e camarões. O principal ponto defendido pelos médicos que indicam esse tipo de tratamento é que existem substâncias quimicas que são perdidas durante a combustão, e que muitas dessas substâncias possuem valor medicinal valiosíssimo, como é o caso do THC-A e CBD-A. Para facilitar o entendimento e como funciona esse tipo de tratamento segue o vídeo abaixo ) ALÉM DE ANSIEDADE, QUAL OUTROS TIPOS DE ENFERMIDADES PODEM SER ALIVIADAS COM O CBD? Além da ansiedade, o CBD também é conhecido por sua amplitude medicinal, auxiliando de problemas com inflamações até na redução de células cancerígenas no organismo. Abaixo pode-se ver todas as aplicações medicinais do CBD e de outros cannabionoides. É isso pessoal, espero de coração poder ajudar as pessoas que buscam na Cannabis um alivio para o sofrimento causado pela ansiedade. Acredito que se as pessoas começarem a selecionar melhor as genéticas terão certamente uma melhora na qualidade de vida!
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  12. Salve Salve!!! Obrigado a geral!!!! agora falta pouco!!!!! tem nem o que falar, tamos na batalha, continuamos crescendo, e tamos na corrida!!! Fé em Deus Growrooooom!!!!
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  13. Censura inadmissível A legalização da maconha só trará à sociedade mais respeito ao usuário, e transferirá a questão do âmbito criminal para o da saúde pública Vivemos em 2014 e, nesta contemporaneidade, ainda é proibido usar Cannabis sativa no Brasil. Embora atualmente a questão seja discutida no Senado, a Constituição é bastante clara quanto às condenações impostas àqueles que plantam, consomem e vendem maconha. Mas, se uma pessoa comprar uma passagem para os EUA ou mesmo para o nosso vizinho Uruguai, por exemplo, poderá consumir a erva de forma legal. Fora as questões antropológicas, qual a diferença do ser humano daqui para o de lá? É óbvio que nenhuma. O que nos difere é o conceito de cidadania. Embora todas as perguntas sobre maconha já tenham sido respondidas pela ciência, sendo que todas as respostas nos levam à legalização, existe ainda uma vontade da nossa sociedade de proibir o seu uso, principalmente por causa do universo de terror criado pelos proibicionistas, que conseguiram tornar pejorativa qualquer coisa ligada à Cannabis. Mas nenhum dos motivos proibicionistas é embasado nas atuais pesquisas científicas. Algumas verdades já divulgadas pela ciência, como “maconha faz menos mal à saúde do que o álcool e tabaco”, “maconha nunca matou ninguém”, “maconha pode ser usada como medicamento para diversas doenças” e a “guerra às drogas fracassou” ainda não foram assimiladas pela sociedade brasileira como dados científicos. E o preço para ocultar estes dados tem sido bastante alto, com centenas de mortes em confrontos entre traficantes, ou mesmo superlotando celas com pessoas presas com poucos gramas de erva. Teoricamente, o usuário de Cannabis no Brasil vive uma censura que pode ser considerada inadmissível. Isso porque existe um excesso de dados científicos a seu favor. Todas as perguntas feitas pelos proibicionistas já foram respondidas, mas estes insistem em levantar sempre as mesmas questões, o que empobrece o debate. Um dos argumentos mais usados é o de que fumar maconha causa surtos psicóticos. Não, a maconha não causa qualquer surto, mas, sim, pode desencadear em pessoas com “predisposição” a esta patologia. Bem como é verdade que álcool e antidepressivos também podem desencadear o mesmo surto. Então, esta não é uma hipótese pertinente para mantermos a proibição da erva. Outro argumento proibicionista: “Maconha pode provocar câncer de pulmão.” Também é verdade, mas só quando é fumada, por isso é indicado “vaporizar” (o que é possível por meio de aparelhos já disponíveis no mercado, com preços acessíveis), ou mesmo “ingerir” a erva, o que, inclusive, é mais benéfico à saúde. “Cannabis leva a outras drogas.” Essa é uma questão polêmica, mas, com certeza, se induz a consumir outras drogas, não é por causa do seu efeito. Um argumento pertinente é que a Cannabis pode “dar acesso” a outras drogas por ser vendida no mesmo lugar onde se trafica crack, cocaína etc. Mas, com a legalização, esta questão seria solucionada. Num último suspiro, um proibicionista que ouve este debate diz: “Mas as pesquisas dizem que a maioria dos brasileiros não quer a legalização.” Infelizmente, não podemos contar com a intelectualidade de um país que ocupa sempre os últimos lugares nos índices mundiais de educação, e que elege e reelege Tiririca e Romário como seus representantes. Mas nós somos muito mais do que circo e futebol. A legalização da maconha não é uma questão de plebiscitos, e sim de um governo com pulso firme na verdade, na veracidade dos fatos e que dê crivo às atuais pesquisas científicas. Defender a maconha não pode nunca ser considerado um ato de defesa a um vício, ou mesmo a imposição de uma obrigatoriedade de consumir a planta. A legalização só trará à sociedade mais respeito ao usuário, e transferirá a questão do âmbito criminal para o da saúde pública. É esta responsabilidade que pousa agora nas mãos do senador Cristovam Buarque, relator da SUG 08/2014, que trata da legalização. Na verdade, é esta responsabilidade que pousa sobre as mãos de todos nós, brasileiros. Pois agora é o momento de se dar mais ouvido à ciência do que ao folclore repetitivo do proibicionismo. Emílio Figueiredo é advogado e coordenador do site Growroom, que discute a legalização da maconha Leia a reportagem original aqui: http://oglobo.globo.com/opiniao/censura-inadmissivel-14285291
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  14. Há tempos vejo que tem uma galera por aqui que anda preocupada com o grow em casa e mais preocupada em rodar com os samangos. Como costume, procuro guardar e registrar toda informação que nos é passada e a partir disso, montei um pequeno documento com informações jurídicas e o mantenho colado na parede, próximo ao grow. Se houver denúncia e invasão em casa, obrigatoriamente os coxinhas lerão e poderão "aliviar" a barra em alguns quesitos. Deixo claro que não sou advogado, tão pouco compreendo nossa complexa legislação. Peço que, se algum consultor jurídico, observar erros, inverdades ou qualquer colocação fora do correto, que informe-nos no tópico e vamos alterando o original. Além disso, reposto a "Declaração de Cultivo de Uso Pessoal" publicada no livro do Sergio Vidal - Cannabis Medicinal: introdução ao Cultivo Indoor. Segue abaixo os documentos e espero que possa colaborar com a causa. Saudações, HashCat ______________________________________________________________________________________________________________ NOÇÕES DE DIREITOS DO CULTIVADOR Revista em casa: Necessidade da existência de um mandado de busca, em horário diurno, possibilidade da presença de advogado; Condução a delegacia - uso da força: Desde logo cabe recordar que o uso de força física está excepcionalmente autorizado em alguns dispositivos legais: A) CPP, art. 284 - "Não será permitido o emprego de força, salvo a indispensável no caso de resistência ou de tentativa de fuga do preso"; O Código de Processo Penal Militar, por seu turno, em seu art. 234 também regulamenta o uso da força, deixando patente que só pode ser empregada em casos extremos. Inverbis: Art. 234. O emprego da força só é permitido quando indispensável, no caso de desobediência, resistência ou tentativa de fuga... (omissis). Quanto ao emprego específico das algemas, o § 1º do mesmo artigo é categórico: § 1º. O emprego de algemas deve ser evitado, desde que não haja perigo de fuga ou de agressão da parte do preso, e de modo algum será permitido, nos presos a que se refere o art. 242. O art. 242, por sua vez, refere-se às seguintes pessoas: ministros de estado, governantes ou interventores, o prefeito do Distrito Federal, seus respectivos secretários e chefes de polícia, membros do Congresso Nacional, dos Conselhos da União e das Assembléias Legislativas dos Estados, os cidadãos inscritos no Livro de Mérito das ordens militares ou civis reconhecidas em lei, os magistrados, os oficiais das Forças Armadas, das Polícias e do Corpo de Bombeiros, Militares, inclusive da reserva, remunerada ou não, e os reformados, os oficiais da Marinha Mercante Nacional, os diplomados por faculdade ou instituto de ensino nacional, os ministros do Tribunal de Contas, os ministros de confissão religiosa. Observe que o dispositivo do Código de Processo Penal Militar citado abrange civis. Dele se extrai, ademais, que o emprego das algemas constitui medida profundamente vexatória, tanto que a lei restringe ao máximo o seu emprego. Algemar por algemar é medida odiosa, pura demonstração de arrogância ou ato de exibicionismo que deve dar ensejo ao delito de abuso de autoridade. Se um cidadão, como no presente caso, tiver que ser conduzido a uma delegacia de polícia ou ao fórum ou a um tribunal, que seja sem atingir-lhe inutilmente o decoro, evitando-se a todo custo aumentar ainda mais a sua aflição. O uso de algemas, por expressa determinação legal, deve ficar restrito aos casos extremos de resistência e oferecimento de real perigo por parte do preso. Assim, todas as vezes que houver excesso, poderemos estar diante de um "abuso de autoridade", nos termos dos arts. 3º, "i" (atentado contra a incolumidade do indivíduo) e 4º, "b" (submeter pessoa sob sua guarda ou custódia a vexame ou a constrangimento não autorizado em lei) da Lei 4.898/65 (lei de abuso de autoridade). Assim, esta preocupação com o abuso no uso de algemas decorre em primeiro lugar porque esse abuso constitui crime, em segundo lugar porque tudo isso decorre de uma das regras do princípio constitucional da presunção de inocência (regra de tratamento), contemplada no art. 5º, inc. LVII, da CF (ninguém pode ser tratado como culpado, senão depois do trânsito em julgado da sentença condenatória); e em terceiro lugar, mas não por ultimo, porque a dignidade humana é princípio cardeal do nosso Estado constitucional, democrático e garantista de Direito. Apreensão de equipamentos de cultivo: Caso descubram a sua plantação e você for considerado um usuário, apreendendo as plantas se torna desnecessário levar o equipamento! A materialidade da conduta é comprovada com as plantas. Nos casos de tráfico a conduta pode ser distinta: o patrimônio só é desapropriado se ele é fruto do trafico, exceção feita ao imóvel RURAL onde existia cultivo de plantas não autorizadas, que ai, de acordo com o artigo 243 da CF, a expropriação independe se a propriedade foi adquirida ou não pelos frutos do tráfico. ___________________________________________________________________________________________________________________________ DECLARAÇÃO DE CULTIVO DESTINADO AO USO PESSOAL Eu, _____________________, declaro que as plantas deste jardim terão sua colheita destinada exclusivamente para meu uso pessoal. RG: _______________ CPF: _______________ CEL: ___________ Reproduzo aqui o art. 28, da Lei 11.343 de outubro de 2006, em vigor atualmente. Art. 28. Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas: I – advertência sobre os efeitos das drogas; II – prestação de serviços à comunidade; III – medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. § 1º Às mesmas medidas submete-se quem, para seu consumo pessoal, semeia, cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância ou produto capaz de causar dependência química ou psíquica. ________________________________ Nome xx/xx/2011
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  15. Por Bas, Cassady e Sano SARAMANDAIA – Muitos cultivadores de maconha, quando se excedem em suas produções, e, principalmente, se isso acontece em épocas de desemprego ou aumento das dívidas, acabam encarando um difícil dilema: se não gera violência direta ou indireta a terceiros; se existem substâncias e produtos infinitamente mais nocivos à saúde à venda nos botecos; se não atinge a liberdade individual de outros; e, enfim, se não prejudica nem o próprio usuário, por que será que eu vou me fuder se eu plantar bagulho e quiser vender o que eu colher? "Nunca fiz mal a ninguém, mas pela proibição, posso ser mais um refém na mão de um promotor". O grower preso nesta segunda-feira (26) em uma chácara em Campinas, no interior de São Paulo, inocentemente, pensou que um bilhete escrito a mão pudesse protegê-lo de qualquer ignorância de terceiros. Ele escreveu o “certo”, mas infelizmente não era a resposta da pergunta feita acima. A resposta certa é porque ainda vivemos mergulhados numa sociedade de ignorâncias. De leis que, embora sejam novas, são retrógradas, são vigentes em uma atmosfera delirante que permite (e considera como certo) associar uma bunda feminina a uma garrafa de vodca, e condena aqueles que tentam trafegar na esburacada via “do lado certo da vida errada”. Mas a pergunta pode ter uma resposta bem mais simples: “manda quem pode e obedece quem tem juízo”, ou “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”. “Se for me por atrás da grade, eu vou me aliar a quem? Ao sistema falido, a qualquer partido político de crime. Qualquer um é tudo igual. Eles só querem o bem de quem está a seu lado” Não foi encontrada nenhuma arma. Nenhum nome de facção criminosa pichado nas lonas refletoras ou nas paredes das casas. Não havia vítimas enterradas, ou zombies semiesfomeados fazendo fila na porta de entrada. Encontraram apenas um bocado de plantas verdes e um homem de grafia e palavras humildes, mas tão pertinentes, tão verdadeiras, que ofenderam as verdades descritas em nossa Constituição Federal. Seu verdadeiro pecado foi ter talvez contado pro amigo do amigo, e deixado expostas ao Sol algumas dezenas de suas variedades canábicas. “Deu mole”, diria insolentemente um malandrinho de plantão. E com toda a razão. E, sem entrar em muitos detalhes, para não desviar o assunto, mas pelas fotos das reportagens percebe-se que é um cultivo profissional, de alguém atencioso, e, por que não?, estudioso. Um bom grower vive em tutoriais e diários de cultivo, lê livros sobre história e modelos de plantio, e sempre está baixando vídeos sobre técnicas e utilização de produtos. Soa como algo acadêmico, mas, realmente é isso sim. Plantar maconha é uma ciência, por mais “chocante” esta informação possa soar ao meu vizinho acima, que cisma em bater no chão (meu teto) ao sentir uma brisa alheia. Barulho por nada, como acontece enquanto escrevo este texto, mas são outros quinhentos. Então voltemos a mais uma conclusão: numa visão vanguardista, a manchete de jornal então poderia ser “acadêmico da cannabis é detido ilegalmente em Campinas?” Sim, mas, infelizmente, não foi isso que lemos hoje nos sites. Mais triste ainda é constatarmos que não leremos algo nem próximo a isso em curto prazo. “Mais mais” triste ainda é saber que, mesmo se ele fosse apenas um usuário, e não confessasse tráfico, ele seria indiciado da mesma forma como traficante por causa da nossa defasagem constitucional. Grower não é traficante. E traficante que planta, sem promover violência ou provocar vítimas, precisa ser interpretado de uma forma diferente aos “berrados” e encapuzados violentos. A batalha é longa, e precisamos de fôlego. E também precisamos ficar atentos. É importante fazermos sempre o que consideramos certos, mas sempre observando o que diz aquele malandro de plantão: Nunca dê mole. E keep growing! Fonte: http://bit.ly/1cbeYs3
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  16. O decisivo foi o sujeito ser médico e morar em bairro na Zona Sul do Rio. A delegada que decidiu pelo 28. Sem advogado, o própio grower tem que se defender, afirmando reiteradamente que o cultivo se destinava apenas ao próprio consumo pessoal. Eu vi a notícia no Plantão do O Globo on line e avisei ao Brave, que foi na frente enquanto eu terminava uma consulta médica. Muito importante é conhecerem o SOS! Sempre ter alguem de confiança pra mandar um email pro sos@growroom.net. Nesse email deve ser informado o local onde é a emergencia, um telefone de contato para nos comunicarmos. Importante ressaltar que o SOS não é para tirar dúvidas. Recebemos muitas consultas jurídicas ocupando um canal que é para EMERGÊNCIAS envolvendo prisão por cultivo.
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  17. eae rapazeada blz?? esse grower ai da reportagem fui eu... gostaria de esclarecer algumas coisas, que alguns levaram em questão aqui no tópico. 1 - eu não estava vendendo maconha. 2 - eu não vendia maconha, apenas plantava pra fumar pq eu gostava muito de fumar maconha desde mlk. 3 - não existe esse "cliente" do qual a polícia falou, foi tudo inventado pq me pegaram com uma certa quantidade de maconha no bolso saindo do apartamento, quantidade destinada ao consumo do final de semana, era quinta-feira e eu não iria voltar ao apartamento até segunda. 4 - foram 2 meses de investigação da polícia civil, após denuncia anônima, e eles nao conseguiram sequer uma única prova de tráfico, nenhuma foto, nenhuma filmagem, nenhum usuário, NADA. ( razão pela qual estou aqui hj escrevendo isso ) 5 - me indiciaram em 2 artigos. artigo 33 e parágrafo primeiro do artigo 33, que é laboratório. os 2 tem pena de 5 a 15 anos e sao crimes hediondos, tipo assassinato. o tráfico ficou descaracterizado, pois nao encontraram indícios de venda, mas ainda vou ter que responder pelo laboratório, que tem pena de 5 a 15 anos, igual o tráfico. detalhe: meu laboratório era uma estufa de 90 x 90 dual. 6 - na denúncia a polícia teve a capacidade de mentir e falar que no meu carro foram encontradas várias porções de "skunk", TUDO MENTIRA. não tinha nada no meu carro, só minhas coisas de treino. 7 - esse Doug Fanny não sabe nem quem é ele. Primeiro acredita em tudo que a mídia fala. Depois ainda fala que se não vende, não responde por tráfico. Acho que esse cara não mora no Brasil, por que eu tive que ficar na cadeia 4 meses esperando uma simples audiência. Escutei a juiza falando que não acreditava em nada do que eu tinha falado e que ia me deixar aguardar o resultado em liberdade porque eu sou réu primário, mas não estava nada decidido ainda. Mesmo se eu nao for acusado de tráfico, ainda vou ter que responder a merda do laboratório, que sao no min 5 anos. Ainda estão com meu carro no depósito, fizeram um pedido pro meu carro virar viatura, um GOL G6. Na audiência levamos todos os comprovantes que o carro foi comprado com dinheiro LEGAL, e mesmo sendo provado isso ainda continuam com o carro, alegando que existem indícios que o carro era usado no transporte de drogas ( por causa das porções de skunk que a polícia inventou que tinha dentro do carro na denúncia ), ou seja, corro risco de perder o meu carro comprado com dinheiro legal por causa de uma mentira da polícia civil. 8 - sempre fui " da casa ", sempre me considerei da casa. meu usuário aqui é de 2005 ! me reservei ao direito de nao postar nada e nao comentar nada justamente pra nao esparrar nada, certo ? mas sempre fui daqui e aprendi muita coisa aqui. espero a compreensão de vocês. 9 - fui preso dia 13 de agosto de 2015 e fui liberado pra aguardar o resultado da audiencia em liberdade dia 11 de dezembro de 2015. passei 4 meses junto com assaltantes, assassinos, estelionatários, estuprador, agressor de mulher, entre outros .... nunca cometi nenhum crime, nunca tive arma, nunca fiz nada de errado além de plantar minha erva pra consumo. 10 - eu tinha muita maconha, tinha acabado de colher e estava preparando a proxima colheita. no processo contaram até o que os pés IRIAM produzir. contaram todos os clones como se fossem plantas grandes, sendo que eu tinha acabado de tirar e já esperava que alguns não sobrevivessem, porque eu nao podia ficar direto no ap. estava com meu filinho recém nascido com 2 meses de idade e precisava dar toda atenção que um recém nascido precisa. fui preso ele tinha 2 meses, fui solto já tinha 7. 11 - o processo não acabou ainda, vou ter que aguardar a decisão da juíza e responder pelo que ela achar que eu devo. meu carro ta preso e não sei se vou te-lo de volta. to de prisão domiciliar, não posso sair de casa pra nada, só pra trabalhar de 7 as 19. fora isso dentro de casa, fds e feriados, dentro de casa também. acabaram com a minha vida por causa de uns pés de maconha pra consumo. não posso mais treinar meu kickboxing, não posso mais fazer nada. 12 - desculpa ai mas na minha opinião esse país é um LIXO, sou tratado como assassino por ter pés de maconha em casa. fiquei preso com muita gente ruim, e vi muita coisa ruim la dentro. quer dizer que dependendo da minha localização geográfica eu sou um cirminoso ou não. crime hediondo ainda. se fosse em outro país eu tava tranquilo até hoje com meu filho, com minhas plantas, com minha família, com meu trampo, com meu carro ... etc to aqui pra qualquer dúvida, e aceito qualquer ajuda também ... obrigado por tudo !!! grower não é traficante.
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  18. Galera, mto obrigado a força que vcs me deram ae através de simples palavras, podem acreditar que isso é MUITO importante pra mim vlw mesmo de coracao abs...
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  19. Olá, bom dia a todos. Vim aqui contribuir nesse tópico com minha experiência no assunto. Eu fui grower durante mais de dez anos, e sempre mantive o lema "o segredo do segredo é o segredo" nos cultivos para uso próprio. No entanto, com o tempo e vendo amigos e colegas pedirem e receberem sementes em casa com toda a conveniência, resolvi arriscar e pedir genéticas superiores para meu quartinho... Estava dando tudo certo, no entanto, um pedido feito no início de 2012 acabou por ser apreendido pela alfândega da receita federal, que o repassou para a PF. Já havia esquecido o assunto e atribuído a não chegada da encomenda a algum erro nos Correios quando, no início de 2013 (quase um ano após o pedido), um discreto policial federal à paisana apareceu no prédio de apartamentos onde moro perguntando sobre mim a um porteiro e deixando telefone de contato. Liguei imediatamente e na mesma hora já sabia do que se tratava; marquei com o agente de me encontrar em outro bairro que não o meu para receber a intimação. O agente foi polido e disse que o caso seria relacionado a drogas mas que, se fosse sério mesmo, já teriam feito operação em minha residência, e não apenas uma intimação... Desesperado, meu mundo caiu e precisei de muita calma, força, fé e racionalidade para saber qual o melhor caminho para me safar desta situação. Nunca havia tido nenhum envolvimento com a polícia (com excessão de um ou outro "achaque" da PM quando era adolescente) e sempre fui cidadão "exemplar", do tipo que estuda, trabalha, ajuda a avó etc... Um amigo e também ex-grower, que, por uma infeliz coincidência, também havia sido pego com sementes apenas um mês antes, me falou do Growroom e da possibilidade de uma assistência jurídica sobre um assunto nebuloso que poucos advogados conhecem a fundo. Escrevi email para o SOS Growroom, pedindo indicação de advogado e instruções jurídicas mas, para minha surpresa, o Sano já marcou uma reunião comigo, junto com Big Cunha, no escritório no centro do Rio; ambos assumiram minha defesa, recusaram qualquer tipo de pagamento e me surpreenderam e me emocionaram com sua solidariedade e amor a uma causa, a do combate à injustiça. No dia do depoimento, fui acompanhado por Big Cunha, que, com sua calma e bom humor, ajudou a dissipar toda a tensão daquele momento. Em 2013, ainda não eram tantos casos como agora, não havia tanta jurisprudência favorável. Tive também a "sorte" de ainda não haver tantos e tantos casos desse tipo, o que possibilitou uma ajuda mais próximo do Growroom, time fantástico ao qual serei eternamente grato por toda a vida (sem exageros). No dia D, o delegado foi objetivo e razoável, me pediu para contar a "história das sementes" e não fez muitas perguntas. Minha linha de defesa, já combinada com o time Growroom, foi de assumir a verdade sobre o pedido das sementes, alegando redução de danos à sociedade e a mim mesmo, e dizendo também que provavelmente ficaria com as sementes até haver algum tipo de legalização no país, antes de plantá-las. Depois do depoimento, só me restaria esperar pela manifestação do Ministério Público Federal. O mais difícil nesse tipo de caso é segurar a onda da espera, da ansiedade, da paranoia e da insegurança em relação ao futuro. Pesquisei muito, e achei desde casos de arquivamento sumário quanto de denúncias de ações penais graves de tráfico internacional de drogas. Tive muita sorte, pois não houve indiciamento por parte do delegado e o Procurador da República no meu caso pediu o arquivamento por atipicidade, baseando-se em jurispridência bem recente do TRF-3 (SP). No entanto, houve um complicador quando o Juiz (isso já em início de 2014, quase um ano após o depoimento) negou competência para o caso e tentou transferir para a jurisdição de São Paulo, onde ocorrera a apreensão. Fiquei desesperado, e corri para o time Growroom (Sano e Big Cunha) que acompanhava meu caso de perto. Ambos articularam um pedido de habeas corpus, muito bem escrito e fundamentado, em que faziam a defesa pelo trancamento imediato do inquérito, pela permanência da jusridição no RJ (pela facilidade que haveria numa eventual defesa em ação penal) e uma bela defesa do caráter e dos antecedentes da minha pessoa. Isso tudo pouco antes de começar a Copa do Mundo... O julgamento do habeas corpus foi favorável à manutenção do processo no RJ (vitória inesperada) mas o julgamento do pedido de arquivamento ficaria mesmo com o Juiz de primeira instância, que se dignou a decidir sobre o caso somente 6 meses depois (final de 2014), após insistentes idas de Big Cunha à Vara Federal para ver o que estava acontecendo. Finalmente, o Juiz decidiu homologar o arquivamento por atipicidade do fato (tese mais favorável de todas) e, até ocorrer a eliminação das sementes e todo o processamento burocrático, o inquérito policial foi finalmente arquivado esta semana última de setembro de 2015. Queria reiterar o quão fantástica e maravilhosa foi a atuação de Sano e Big Cunha com toda a atençao e carinho que deram a meu caso. Imagino que hoje em dia seria mais difícil essa dedicação, pois as apreensões de algumas passaram para milhares e a coisa toda tomou um tom social e político, com avanços como o julgamento da inconstitucionalidade do artigo 28 da lei de drogas em curso no Supremo. Big Cunha foi até o fim no meu caso, assim como em outros em que ele atuou até o seu desligamento do Growroom (por outros motivos). Sano está levando a batalha, com bons argumentos jurídicos e humanistas, até as altas instâncias legislativas e judiciárias deste país, e está de parabéns! Realmente foi um período bem difícil da minha vida, pois além de lidar com todas as dificuldades "normais" da vida (dinheiro, trabalho, família, relacionamentos etc.) havia sempre essa sombra da mão pesada da Justiça, em que você fica à mercê do entendimento de um Procurador e de um Juiz, já que a lei é ambígua e aberta a todo tipo de interpretações. A ideologia e as experiências dos operadores do direito contam mais o que a letra da lei, nesse caso, e é possível, juridicamente falando, um mesmo fato ser considerado desde um "não-crime" (fato atípico) até tráfico internacional de drogas (crime equiparado ao hediondo, sem progressão de pena, perdão ou sursis). E essa insegurança é o que pode matar a vida emocional e social do cidadão envolvido neste tipo de inquérito, além do fato de, durante o curso do inquérito, não poder ser pego com mais nada de errado em sua vida. Fechei o meu Grow, parei de queimar um na rua, evitei mesmo sair à noite para bares e festas para não ficar vulnerável ou ser envolvido em confusões alheias. Passei a valorizar mais a vida em família, em casa e cuidando da saúde, pois um abalo emocional deste perturba o sistema imunológico de qualquer um. Sou praticante de meditação, o que me ajudou muito nos momentos mais difíceis quando parecia não haver esperança, pois fica sempre a pulga trás da orelha em relação a futuros empregos e concursos públicos se chegasse a haver um julgamento por tráfico (que felizmente não houve, nem ação penal nem julgamento). Estudei muito os temas de direito penal e processual penal pertinentes ao meu caso, quem quiser tirar alguma dúvida pode mandar pro meu inbox sem problemas. Quanto a dicas de cultivo, infelizmente me aposentei da vida de Grower e dedico minha energia e tempo a outros projetos culturais. Quero de verdade agradecer, mais uma vez, de coração, ao Growroom, ao Sano e ao Big Cunha, cujo trabalho e empenho foi melhor do que qualquer advogado criminalista poderia oferecer, mesmo se eu tivesse os 30 mil para pagar pela minha defesa. Ofereci pagar-lhes pelo menos uma ajuda de custo, o que eles sempre negaram. Me coloco a disposição para ajudar, no que for possível, outros casos deste tipo. Quem quiser trocar mais ideias sobre o assunto pode enviar mensagem para meu inbox. Desejo a melhor sorte do mundo para todos aqueles injustamente respondendo a inquéritos policiais por causa de ervas ou sementes, o que contraria toda a ideia de direito natural do ser humano de cultivar e consumir o que considera bom para si mesmo. O maconheiro é perseguido na cultura hegemônica careta brasileira, enquanto o bêbado é exaltado nos comerciais de cerveja. O baseadinho é criminalizado enquanto o Rivotril vicia milhares. No futuro, a criminalização da cannabis será vista como hoje vemos a escravidão, como algo bizarro e cruel, que nega o direito humano básico da Liberdade. Obrigado e bom domingo a todos.
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  20. Eu geralmente coloco 500 ml de água para esquentar, não deixo ferver, coloco o bloquinho todo na água, vou mexendo com uma colher, todo o bloquinho vai se desfazer e você poderá identificar com facilidade as flores, depois de uns 15 ou 20 minutos jugue tudo em uma peneira e lave em água corrente, não esprema em papel toalha, coloque sobre o papel toalha, em baixo do papel você pode colocar sal para absorver a umidade, deixe secar por 2 dias, dependendo do clima de sua cidade pode deixar apenas 24 horas, armazene em pote de vidro, dentro do pote você pode colocar sal grosso no fundo para evitar mofo, na real, o sal é muito bom para conservar as coisas, dê um jeito de o sal não encostar nas flores, depois disso você terá um fumo de excelência, claro que nada comparado com um que você mesmo plante, mas enquanto você não planta vai quebrar seu galho. Agora quero falar com esses fundamentalistas do grow, kkkkk, manos nem todos plantam, nem todos podem plantar, se esse fórum prioriza a informação devemos prestá-la, não gosto da ideia de pessoas se "fudendo" com fumo prensado, se essas pessoas usam o prensado que seja de uma forma segura, o rapaz só quer preservar sua saúde, vamos respeitá-lo.
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  21. O Growroom vai além do autocultivo Entrevista: Emílio Nabas Figueiredo Por Rebeca Lerer No processo de construção de um debate qualificado sobre política de drogas, a Pense Livre está conversando com especialistas, juristas, usuários, policiais, agentes de saúde e lideranças políticas para aprofundar e detalhar as propostas de mudança da Rede. Um dos pontos da agenda positiva da Pense Livre é regular o uso medicinal e o autocultivo da cannabis para consumo pessoal, como forma de romper o vínculo entre usuários de maconha e o crime organizado. Segundo a ONU, a maconha é a droga mais usada do mundo, representando cerca de 80% do consumo de substâncias consideradas ilícitas. Para entender melhor o contexto e propostas em torno do autocultivo de maconha, entrevistamos Emílio Nabas Figueiredo, advogado e consultor jurídico do Growroom.net, uma rede de usuários de cannabis que discute esta questão há mais de dez anos. O que é o Growroom, quantas pessoas participam e como funciona? O Growroom.net é um espaço de convivência de usuários de cannabis (maconha), onde cultivadores para consumo próprio trocam informações sobre a planta. O Growroom está online desde 2002 e atualmente tem 48.300 membros inscritos, dos quais centenas são ativos diariamente. Funciona como uma comunidade e plataforma de ativismo canábico, com regras rígidas de segurança e convivência, que excluem a participação de menores de 18 anos e permitem apenas a troca de informações entre seus membros. Como surgiu a ideia de criar uma comunidade como o Growroom.net? O Growroom surgiu da união de cultivadores domésticos brasileiros que frequentavam fóruns estrangeiros sobre cultivo de cannabis e sentiam falta de espaço para tratar da realidade brasileira. Nesses 10 anos de atividades, o Growroom participou ativamente da organização das marchas da maconha pelo Brasil, auxiliou na defesa de cultivadores presos através de seus consultores jurídicos, e também foi objeto de estudos acadêmicos e reportagens. Como diferenciar cultivadores de traficantes? A lei vigente diferencia o cultivo para uso próprio do cultivo para tráfico com base na expressão “pequena quantidade” e na não circulação da colheita. Porém, as autoridades não definem o que significa pequena quantidade e o que acontece é que presumem a circulação da safra no momento da prisão. E quais são as consequências disso? Primeiro, desconsideram que a cannabis, é uma planta de ciclo anual, ou seja, para ser autossuficiente, o cultivador tem que cultivar um número plantas para suprir o seu consumo até a próxima colheita, o que demora meses para acontecer. Em um cultivo com fins comerciais (para a venda), são necessárias uma extensa área de cultivo – uma verdadeira lavoura – e uma ampla estrutura de distribuição. Em segundo lugar, a “circulabilidade” da cannabis nunca é provada com investigação, a polícia simplesmente usa de sua fé pública para afirmar que a produção é destinada a terceiros ou para fins diversos do consumo próprio, o que impõe o enquadramento do cultivador para consumo próprio como traficante. O cultivadores hoje são considerados traficantes no Brasil? Hoje, o cultivador é sumariamente enquadrado como traficante pelas autoridades policiais, tem sua vida exposta na imprensa que, algumas vezes, entra em sua casa junto com a polícia. Após a prisão, as plantas apreendidas são pesadas como um todo, desconsiderando o fato de que somente as flores fêmeas são consumidas. Com isso, a quantidade de maconha informada no laudo pericial é muito maior do que a real. No fim, o cultivador é julgado e condenado como traficante, com base em denúncias anônimas e na quantidade de plantas. Qual é a proposta do Growroom para regulamentar o autocultivo de cannabis no Brasil? O Growroom vai além do autocultivo. Elaboramos uma minuta de projeto de lei onde propomos a regulamentação plena do ciclo socioeconômico da cannabis. Sugerimos a criação de uma lei específica para cannabis, considerando sua complexidade e suas substâncias intrínsecas e criando uma estrutura nova que, além de regular, também fiscaliza por meio de uma Agência Brasileira da Cannabis subordinada ao Ministério da Saúde e responsável direta pela questão. E como funcionaria este modelo? Propusemos a criação de um banco de informações da cannabis para fomentar pesquisas, divulgar informações idôneas sobre o vegetal e seus usos, desenvolver ações de prevenção e saúde e um fundo para financiar essa nova estrutura. Os recursos desse fundo viriam de uma contribuição sobre a cannabis comercializada. E como seria regulamentados a venda e o consumo da cannabis? O Growroom sugere o veto à publicidade aberta de produtos da cannabis, seu uso em locais públicos e em estabelecimentos comerciais próximos às escolas e o uso e cultivo por menores de 18 anos, exceto em caso de prescrição de uso medicinal. E o autocultivo? O autocultivo seria independente de quantidade de plantas ou de área de plantio, sendo regulado pela destinação exclusiva para consumo próprio dos adultos residentes no imóvel instalado. Em caso de comércio por quem não é autorizado, propomos penas administrativas com a cobrança de multa e dos tributos sonegados. Vocês se inspiraram em países que já regulamentaram o autocultivo? Qual o melhor modelo em prática hoje? Ao elaborar a proposta de regulamentação do Growroom, foram pesquisadas as experiências da Califórnia, Espanha e Holanda. Contudo, nenhum desses modelos nos parece ideal. Na Califórnia, só é autorizado o cultivo para fins medicinais; na Espanha, o cultivo individual e cooperativado é permitido, mas somente tem acesso à cannabis quem é membro de um Cannabis Social Club; e na Holanda o cultivo doméstico é meramente tolerado, sem haver qualquer regulamentação que dê segurança jurídica aos cultivadores. Atualmente, a expectativa é pelo inovador modelo de regulamentação que está sendo discutido no Uruguai, que embora possua um viés estatizante, possivelmente permitirá o cultivo doméstico. O cultivo doméstico de maconha pode ser parte de uma política de redução de danos? Considero o autocultivo redução de danos individual, pois o cultivador supera a figura do simples usuário na medida em que precisa esperar meses para obter seu resultado. Ao mesmo tempo, o indivíduo tem acesso a uma substância sem herbicidas ou pesticidas usados nas lavouras que abastecem as “bocas de fumo”, o que melhora sua qualidade de vida. No âmbito social, o autocultivo também pode representar uma grande redução de danos, pois aquele que cultiva deixa de fomentar o tráfico mantido pelo proibicionismo, o que significa que o dinheiro que iria para a guerra às drogas, passa a circular em meios lícitos como contas de luz e de água, ou no comércio de fertilizantes. Quais são os riscos desse modelo? Nem todo usuário tem aptidão para ser jardineiro. Por isso, além da regulamentação do autocultivo é necessária a regulamentação do acesso seguro para os demais usuários. Há também riscos pontuais, como a necessidade de uso das normas técnicas no momento da construção da estufa de cultivo indoor – uma instalação elétrica mal feita pode gerar problemas. Outro risco é em relação ao consumo da cannabis mal cultivada ou colhida de forma prematura, pois as flores jovens vêm com concentrações diferentes de canabinóides. Mas todos esses riscos podem ser minimizados com a divulgação de informações.
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  22. Seu jornal quinzenal de notícias canábicas!
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  23. Ativista preso com cultivo para fins medicinais responderá em liberdade May 21, 2015 Posted by portaladmin Na manhã desta quinta-feira (21), a polícia civil de Maricá, Rio de Janeiro, entrou na casa do advogado Ricardo Nemer, de 40 anos, e encontrou alguns pés de maconha, material de cultivo e mudas da planta. Segundo José Ricardo Oliveira, Chefe de Investigações da 82ª DP de Maricá, o advogado estava em São Paulo na hora da ação, e apenas sua esposa e sua mãe estavam no local. Ao saber da ação policial, o advogado voltou às pressas da capital paulista para se apresentar à delegacia. Ele prestou depoimento e foi liberado para responder em liberdade. Ricardo Nemer é um ativista conhecido no meio canábico e atende legalmente pessoas que fazem uso medicinal de maconha, como disse em entrevista recente para o jornal Estadão. O delegado Dr. Júlio César Mulatinho que coordenou a operação na casa de Ricardo, afirmou que vai esperar a apuração dos fatos, mas ponderou que o advogado talvez mantivesse a plantação para uso de fins medicinais (assista ao vídeo abaixo). O advogado do Growroom, Emílio Figueiredo, acompanha o caso. No final de março deste ano, a 6ª Vara Criminal de Santos inocentou da acusação de tráfico de drogas um médico ginecologista e obstetra que plantava maconha em seu apartamento, em Santos (SP). Para a juíza Silvana Amneris Rôlo Pereira Borges, que acompanhou o caso, ficou comprovado no processo que o médico, de 27 anos, plantou a erva para o próprio consumo e fins medicinais e desclassificou o delito para porte de drogas. A apreensão na casa do médico aconteceu em novembro de 2012. É um momento delicado, mas que pode trazer benefícios para futuros casos semelhantes aos de Ricardo. Ao contrário da lamentável divulgação feita nessa semana pela PF do Distrito Federal no Facebook, exaltando a prisão de um jovem em Brasília por conta de uma estufa com meia-dúzia de plantas, o Growroom destaca o trabalho que alguns agentes da lei vêm fazendo em compreender as obviedades que diferem um usuário -sobretudo para fins medicinais -, de um traficante de drogas. #liberdadeatodososcultivadores #legalizeocultivocaseiro #jardineironãoétraficante #legalizeamaconhamedicinal
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  24. Rede secreta produz maconha medicinal no Rio Grupo é formado por cultivadores, médicos e até advogados POR EMILIANO URBIM 12/10/2014 7:00 / ATUALIZADO 12/10/2014 11:30 RIO - Uma sala ampla, umas oito da noite, uma dúzia de gente. Papo vai, papo vem. Trânsito, trabalho, futebol. Bebida, doces, salgados. Alguns fumam maconha. Mas a erva, cultivada neste mesmo apartamento, não tem efeito algum. Aos poucos, a happy hour se transforma em workshop. Perto da mesa de jantar, dois homens vestem touca, máscara, capote e luvas descartáveis. Um deles põe sobre a mesa um saco de flor de Cannabis. Sob olhares e celulares atentos, a dupla demonstra um processo de extração. Primeiro, a erva é colocada junto com gelo seco numa sacola, que é sacudida e, por seus orifícios, sai o extrato de maconha. Em pó. Misturado a óleo de coco, resulta num líquido denso, semelhante ao mel, que é distribuído em frascos âmbar. Cada vidrinho ganha um rótulo escrito “Harletsu” — nome daquela erva, que une os tipos Harlequin e Tsunami. Trata-se de uma variedade rica em canabidiol (CBD), substância que não dá barato, mas tem dado o que falar por seu efeito positivo em alguns pacientes com epilepsia. Algo torna a reunião daquela noite atípica: ninguém está ali para relaxar, mas para ensinar, aprender, se organizar. Quero fazer remédio de maconha, disseminar o produto e passar meu conhecimento adiante. Acredito que é o objetivo de todos aqui — diz um dentista, cultivador caseiro da erva. Quase todos que foram ao encontro são parte de uma rede maior, descentralizada e anônima. Enquanto o Brasil discute o uso medicinal da maconha, este grupo criado no Rio decidiu produzir e distribuir gratuitamente derivados da erva para fins terapêuticos — independentemente de implicações com a Justiça e com a polícia, além da ausência de um controle de qualidade “oficial’’ sobre o produto final. Há a variante com mais CBD, geralmente usada para combater convulsões, e a tradicional, com mais tetraidrocanabinol (THC), substância que altera a consciência, pode causar dependência e que em alguns países é usada legalmente contra dores crônicas e efeitos colaterais do tratamento de câncer. A primeira é tomada em gotas. A segunda é inalada por meio de um cigarro eletrônico. Outro objetivo do grupo é estimular os pacientes a cultivar suas próprias plantas e fazer seus próprios medicamentos. Esta comunidade não pretende se expandir muito, mas espera que sua ação inspire iniciativas semelhantes pelo país. No fundo, há também uma motivação política: acirrar ainda mais a discussão sobre a legalização da maconha no Brasil. GRUPO REÚNE DE 40 A 60 PESSOAS Por questões legais, eles não revelam suas identidades, quantos são ou quantos recebem o “remédio’’. São médicos, plantadores experientes, cientistas, advogados e até um policial. Alguns integrantes estimam que a rede some algo entre 40 e 60 pessoas, entre quem planta, faz o canal com os pacientes e dá apoio técnico, logístico e jurídico. A dinâmica do grupo acontece sem site ou qualquer outro tipo de divulgação que não seja o boca a boca. — Estamos cientes dos riscos. Mas nossa causa é mais importante — diz um dos fundadores. Foi no começo deste ano que o uso de maconha com fins terapêuticos deixou os fóruns segmentados e chegou ao horário nobre. Tudo por causa do caso de Anny Fischer, uma menininha brasiliense de 5 anos que tem um tipo raro de epilepsia. Segundo seus pais, graças a um óleo à base de CBD, importado ilegalmente por eles, Anny passou de 80 convulsões semanais para zero. A história, revelada pela revista “Superinteressante”, foi parar no “Fantástico’’, da TV Globo. Além disso, virou um curta-metragem que rendeu um longa com mais casos — “Ilegal”, que estreou na última quinta-feira. Tarso Araújo, autor do livro “Almanaque das drogas”, descobridor de Anny e codiretor do filme, acredita que a iniciativa do grupo carioca seja inédita. — Em abril, quando fui ao Rio participar com os pais de Anny do “Encontro com Fátima Bernardes”, soube que um grupo estava produzindo maconha para uso medicinal no Brasil. Os dois fatos estão mesmo ligados: foi a repercussão do caso Anny que motivou a organização da turma. Até então, quando algum deles fornecia a erva para uso medicinal, era num esquema informal, para amigos e parentes. Nesses casos, tratavam-se das variedades tradicionais, ricas em THC. — Sempre tinha uma avó de um amigo passando por quimioterapia, um conhecido se recuperando de um acidente grave. — diz um integrante do grupo. — Aí o próprio cultivador oferecia ou essa pessoa próxima pedia “um baseadinho’’, “umas gotinhas’’, para aliviar a dor. Eu já tinha o hábito de separar o excedente da minha produção para esses casos. SITE AJUDA NO CULTIVO Outra via de contato entre usuários recreativos e medicinais é o site Growroom, dedicado a tópicos “canábicos”. Mas a oferta e a demanda de maconha medicinal continuavam limitadas. — Até que veio esse boom em torno do assunto — diz outro membro, referindo-se ao impacto da história de Anny. — Fomos procurados por pais de crianças com epilepsia e pessoas com todo o tipo de doença. Era hora de a gente se organizar. E instiguei o pessoal. O perfil dos membros da rede é bem variado, e difere bastante do estereótipo do usuário de maconha, aquele jovem “viajandão’’ sem ocupação definida. Os integrantes com que a reportagem entrou em contato passam dos 30 anos e são estabelecidos financeiramente — até porque o cultivo caseiro, com sementes, estufa e luz 24 horas por dia, é caro. Entre os profissionais liberais, funcionários de grandes empresas e acadêmicos que integram o grupo, alguns fazem uso da maconha no dia a dia; todos defendem a legalização da droga. — Do meu ponto de vista, todo usuário é um usuário medicinal — diz um integrante, que está concluindo sua tese de mestrado. — Fumo como alguém que usa calmante, como alguém que faz acupuntura. As primeiras trocas de informação já serviram para colocar a turma do Rio em contato com casos mais distantes: uma senhora do interior do Estado, uma menina no Paraná, outra em São Paulo. Nem sempre há produção suficiente. Vítimas de epilepsia, por exemplo, não reagiram tão bem ao óleo de maconha rica em THC e precisaram do extrato com mais canabidiol, ainda raro entre cultivadores brasileiros. Entre abril e maio deste ano, a confraria, que se comunicava a maior parte do tempo virtualmente, sentiu a necessidade de se encontrar ao vivo para fazer as coisas avançarem. Não bastavam as reuniões esporádicas que alguns membros do grupo faziam para “degustar’’ a erva. Daí surgiram os encontros de trabalho. O apartamento onde ocorreu o do início deste texto foi eleito como uma espécie de QG. — E para formalizar, fiz um Power Point — diz um deles. O primeiro slide da apresentação define o grupo como uma “rede de apoio para usuários de Cannabis medicinal”, e mais adiante é estabelecido o princípio de acesso gratuito ao “medicamento’’. A parte mais detalhada do documento é a estratégia de ação, que prevê a divisão em grupos: cultivadores, cozinheiros, pesquisadores, facilitadores. E há uma quinta divisão, fundamental para a rede fazer sentido: uma equipe médica responsável por aprovar a inclusão de pacientes no programa (“a gente não é SUS”, diz um integrante) e acompanhar os tratamentos. — Não pode haver um grupo médico sem médico — diz um cultivador. MÉDICO SELECIONA PACIENTES E há um médico. Antes de o grupo se organizar, ele já estava atuando como uma rede de um homem só, cultivando, prescrevendo e distribuindo Cannabis medicinal para seus pacientes. No meio psicoativo, ele tem o apelido de Doutor Maconha. Mas prefere ser chamado apenas de Doutor. Durante anos, este cirurgião diz que conviveu com uma frustração: uma pequena, mas persistente parcela dos seus pacientes (entre 2% e 5%), que, apesar de passar por inúmeros procedimentos e tratamentos, continuava sentindo dor. Segundo ele, estas pessoas já haviam utilizado todo tipo de remédio. Foi então que Doutor partiu para plantas proibidas no Brasil mas amplamente estudadas e usadas no exterior, como sálvia e garra-do-diabo. O resultado foi moderado. Nessa época, ele ainda era refratário à maconha, fosse para uso medicinal ou recreativo. Só havia fumado uma vez, no final da faculdade. — Foi uma experiência péssima, descobri que sou intolerante ao THC. Nunca mais fumei. — diz o Doutor. — Mas meus paradigmas pessoais foram quebrados graças à ciência. O cirurgião conta que se deparou com muitas pesquisas internacionais que indicavam a eficácia da droga contra dores crônicas. Ao mesmo tempo, ele não encontrava qualquer respaldo em seu meio profissional: — Há entre os médicos brasileiros uma paranoia terrível sobre drogas, uma visão demoníaca que é fruto e ao mesmo tempo responsável por décadas de pouca pesquisa sobre o assunto. Convencido a fazer testes, passou a se informar sobre cultivo no site Growroom (“era como um livro completo e totalmente anárquico”). E decidiu: ia trazer sementes ilegalmente de Amsterdã. Trouxe, mas a plantação não vingou. Depois, foi à Califórnia, e de lá veio com novas sementes. Deu certo. “NÃO HÁ RELAÇÃO COMERCIAL’’, DIZ MÉDICO Com a planta florida, teve de aprender como transformar o vegetal em óleo medicinal. Só depois de dominar a técnica de extração foi que ele passou, com muito jeito, a receitar a maconha. — Eu precisava ter o controle de toda a cadeia. Não falaria jamais para alguém ir na boca de fumo comprar — ressalta. A indicação é feita só para aqueles pacientes que já tentaram de tudo e com quem ele já desenvolveu um vínculo forte. Sua primeira atitude é orientar a pessoa a pesquisar, se informar sobre o uso medicinal da maconha. Caso o paciente demonstre interesse, ele diz que conhece pessoas que produzem o “remédio’’ — no começo, antes de a rede se formar, “as pessoas que produziam” eram, no caso, ele mesmo. Por fim, propõe o tratamento sem custo. Até hoje, todos que receberam a proposta disseram sim. — Vale ressaltar que o tratamento que eu presto é gratuito. É um investimento de anos, de tempo, de dinheiro. Não há relação comercial. É um projeto de vida — argumenta. Volta e meia, o Doutor grava depoimentos de seus pacientes. A pedido da reportagem, ele mostra alguns. No vídeo, uma senhora de óculos conta que suas dores diminuíram em 70%. Um senhor que tomava 60 ml de morfina três vezes ao dia e hoje só inala extrato de maconha via cigarro eletrônico conta que isso lhe dá alívio imediato. Uma moça angolana com fibromialgia, que vem periodicamente da África para ter consultas, afirma que sua vida mudou. — É importante dizer que o tratamento com Cannabis medicinal é como qualquer outro: é fundamental ter o acompanhamento de um médico, um especialista que ajude cada um a encontrar a variedade certa, a dose certa, a melhor forma de ingestão. Questionado sobre o fato de estar prescrevendo a seus pacientes uma substância ilegal, o Doutor diz: — Posso até perder meu registro. Mas sei que estou fazendo o bem. HISTÓRIAS DE QUEM PROCURA A REDE Quando os fundadores da rede entraram em contato com o Doutor, ele não teve dúvida em fazer parte. — Nossa luta é a mesma. — diz o médico. — E nem se compara à luta das mães e dos pais que, após anos dando de tudo para seus filhos, estão conseguindo lhes proporcionar algum tipo de alívio graças ao óleo de Cannabis. Uma delas é a engenheira Patrícia Rosa, mãe de Deborah. A adolescente é portadora da Síndrome de Dravet, um tipo raro de epilepsia que desde os primeiros meses provoca convulsões e danos cognitivos. Durante os 19 anos da filha, Patrícia tentou todos os tratamentos disponíveis, e só observou uma melhora das crises quando adotou para Deborah uma dieta sem carboidratos: — Até que eu vi a matéria sobre a Anny no “Fantástico’’. No dia seguinte, eu liguei para a mãe da garota, Katiele, para buscar informação. Por meio de conhecidos, ela entrou em contato com a rede e utilizou a substância produzida por eles. Segundo a mãe, Deborah passou de 30 para sete convulsões por mês. E, pela primeira vez desde que nasceu, conseguiu dormir noites inteiras: — Nunca hesitei em dar CBD. Após 19 anos, o caso da Deborah permite o que tecnicamente se chama de uso compassivo. Ou seja, por compaixão. Patrícia obteve autorização judicial para para importar óleo de canabidiol, e não usa mais o do grupo. Mas se considera parte da rede, vai a encontros e diz que pretende plantar Cannabis e produzir ela mesma o remédio para Deborah se o uso for legalizado. FOTÓGRAFA FAZ O PRÓPRIO EXTRATO Formada em Farmácia mas trabalhando com fotografia, Michele Pallotino, de Petrópolis, usou os conhecimentos adquiridos na curso universitário para produzir seu próprio extrato. Após se curar de um câncer de mama, ela recebeu o diagnóstico de um tumor no fígado. Passou muito mal durante a quimioterapia e embrenhou-se em pesquisas sobre tratamentos alternativos. Sua primeira investida foi com uma planta chamada aveloz, que ela sabia ser tóxica, mas resolveu usar mesmo assim. Foi parar no hospital. — Iria morrer com poucas gotas extraídas de uma planta, pois o câncer estava longe de me matar. Que ridículo — diz Michele. A pressão do oncologista era para que ela voltasse à quimioterapia. Nessa época, conta que já havia se aprofundado muito na pesquisa sobre o uso medicinal da maconha. Sabia, no mínimo, que não iria parar no hospital de uma hora para a outra. Mas sabia também que a erva vendida por traficantes não seria a melhor saída, pois nela entram várias outras substâncias. Fotógrafa fez seu próprio remédio Foi quando um amigo lhe ensinou a cultivar. Os pés de Cannabis cresceram, ela fez o óleo e o tomou por três meses. Até que ficou sem. — Foi então que, por muita sorte, um amigo me deu um contato. — lembra Michele. — Não era de nenhum traficante, mas dessa rede de ajuda a pacientes. Nunca passou pela minha cabeça que isso pudesse existir. Michele teve outra surpresa: após seis meses de tratamento com maconha medicinal, a lesão no fígado desapareceu. E não voltou. Mas ela ressalta: — Casos isolados são péssimos modelos para se comprovar qualquer ação de medicamentos. Nunca afirmo que foi o uso do óleo. Pode ter sido ele, pode não ter sido. Para sabermos, deveriam existir pesquisas científicas sérias, com toda a regulamentação. Só assim teremos uma resposta segura. Quem bate na mesma tecla é Margarete Brito. Até obter autorização judicial, ela importou ilegalmente o óleo à base de CBD para sua filha Sofia, de 5 anos, que sofre da mesma doença de Anny. Burocracia, alto custo e demora de entrega foram fatores que a levaram até a rede carioca. No começo, o óleo funcionou; depois, nem tanto. À espera de testes, ela voltou à substância importada. — Eu dei durante 90 dias o extrato dos cultivadores. As convulsões caíram de 58 para 13 por mês. Numa segunda leva do produto, a situação voltou ao que era anteriormente. O problema é que, por ser proibido, é muito artesanal e amador. O importado é testado em laboratório. Acho muito arriscado dar para uma criança como a Sofia, que não fala, uma substância que a gente não sabe que reações pode provocar. Presidente da Associação de Pais de Pessoas com Epilepsia de Difícil Controle (Appepi), Margarete organizou a ida de pais e crianças em tratamento com CBD na Marcha da Maconha deste ano. Ela espera por estudos que permitam no Brasil, artesanal ou industrialmente, a produção de remédios com o mesmo rigor técnico dos importados. Cannabis medicinal é justamente a linha de pesquisa do psicofarmacologista Fabrício Pamplona, do Instituto D’Or. Ele consegue com a Appepi amostras do óleo da rede para análise. Mas admite que é um trabalho inicial. — Ainda faltam muitas pesquisas, no Brasil e no mundo. Mas eu entendo a atitude dessas mães — diz Fabrício. — Se eu soubesse que água de esgoto poderia fazer bem para eu meu filho doente, eu dava água de esgoto. O presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva, diz não ser contra pesquisas, mas afirma que, até que haja algo conclusivo, condena qualquer uso medicinal da maconha. — Eu estaria legislando em causa própria, porque a droga desenvolve quadros psicóticos e meu consultório ficaria cheio — ressalta o psiquiatra. ANVISA ESTUDA MUDANÇAS No Brasil, quem controla se um medicamento é ou não legal é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão ligado ao Ministério da Saúde. Por meio de sua assessoria de imprensa, a agência afirma estar discutindo a possibilidade de reclassificação do CBD de “proibido” para “controlado”, o que facilitaria o acesso e a prescrição médica da substância. O tema está sob a análise da diretoria da agência. “Porém, em razão da complexidade, não há prazo para que isso ocorra’’, diz a assessoria, por e-mail. Por outro lado, a Anvisa criou mecanismos para que as pessoas possam ter acesso a medicamentos à base de CBD sem precisar entrar na Justiça. Até segunda-feira passada, o órgão havia recebido 118 pedidos de importação de canabidiol. Destes, 87 foram autorizados, oito precisam cumprir algumas exigências burocráticas e 19 estão em análise. A nota da agência também informa que houve quatro arquivamentos de processos, “sendo um deles por falecimento de paciente logo após a entrada do pedido’’. Era o menino Gustavo, de um ano, que morreu em Brasília após uma série de convulsões graves causadas pela Síndrome de Dravet. Seu processo para conseguir a liberação do medicamento na Anvisa durou um mês, e o remédio ficou dez dias preso na Receita Federal. O menino só conseguiu usar o óleo CBD por nove dias, um período considerado curto demais para dar resultado, na opinião de quem defende a causa. — Casos como o do menino Gustavo são um exemplo de que a legislação precisa mudar — diz o advogado Emilio Figueiredo. O advogado Emilio Figueiredo presta assessoria para o grupo: pena por tráfico pode chegar a 15 anos de cadeira - Fabio Seixo / Agência O Globo Nos últimos anos, Emilio se notabilizou por defender os direitos de usuários de maconha, tanto cultivadores domésticos quanto pacientes. Foi assim que os integrantes da rede carioca chegaram a ele. Segundo o advogado, o risco mínimo que os plantadores correm é de serem enquadrados como traficantes, podendo pegar até 15 anos de cadeia: — Eles sabem que, se forem presos, não devem agir como bandidos, baixando a cabeça. Devem fazer a defesa do uso medicinal da maconha como uma exceção à lei criminal. Como uma forma de Justiça perante uma lei maior, que é a lei constitucional, que garante à pessoa saúde e direito à sua intimidade. Perguntado se tem medo de ser preso, um dos fundadores da rede responde: — Se é para rodar com maconha, que seja ajudando alguém. http://oglobo.globo.com/sociedade/rede-secreta-produz-maconha-medicinal-no-rio-14198705#ixzz3FwcFbEsK
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  25. Na boa, quem caiu nessa conversa de cooperativa deu mole, com todo respeito. Como confiar em alguém que nem sabe quem é, que conheceu pela internet. Estamos no Brasil! Não conheço ele o suficiente para dizer sobre sua índole, sei que ajuda muita gente. Mas o modelo por ele construído tinha alguns pontos falhos, principalmente envolver dinheiro e por não ter um amparo jurídico consistente. Espero que ele não fique preso, que saia na audiência de custódia e que possa ter mais força para lutar contra a proibição. Sobre o video da PC, só posso dizer que foi lastimável!
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  26. Cabelo, sua reputação o precede. Seus atos pró-cultivo , seu empenho libertário, suas idéias liberais para com essa terra abençoada por Deus e amaldiçoada por governantes podres , mostram que os loucos são os outros. Olhar DIRETAMENTE para a câmera como fez, cara limpa para o combate, prestando conta de seu atos , justificando um ato que, em países civilizados , renderiam aplausos e reconhecimento ( um cultivador de sua medicina). Independente do número de plantas , dos "lambe-bolas" de Datena e Marcelo Rezende e inúmeras criaturas com alma assombrada pelo sopro vigoroso de liberdade, intelecto , cura e pensamento que a Cannabis proporciona, nada poderá apagar o brilho libertário de seus olhos e boca ao defender nossa causa. Mais um baque nos pilares do bem, nosso exército recua, mas não se curvará. Entendam isso de uma vez por todas. A cada semente lançada ao solo e germinada, nosso exército ganha mais um combatente da paz e da liberdade. CJGR, aos trabalhos. GROWROOM em PESO, hora de articular e mostrar a força silenciosa ( mas não omissa) que possuímos. Em caso de dúvidas assistam no REPLAY dos 1:48 aos 2:20 min , até entrar em suas almas; são a ÚNICA VERDADE PROFERIDA. http://globotv.globo.com/inter-tv-rj/rj-inter-tv-1a-edicao/v/pf-encontra-cultivo-de-maconha-sofisticado-e-prende-1-em-petropolis/3944650/ O destino de um É COMPARTILHADO por TODOS e para que o MAL prevaleça,basta que NÓS, homens de BEM, nada FAÇAMOS. Hoje foi ele, amanhã pode ser 1 de nós. Quantos precisarão cair? Quem quer ser o próximo a ser condenado por buscar ser livre?
    36 points
  27. Ola, sou de Florianópolis, cursei Técnico em Agropecuária por 2 anos, trabalhei em Floricultura por 6 meses e me identifico com produtos orgânicos e fitoterapia. Posso oferecer serviços de webdesign para site e design de material publicitário. Estou com um projeto de cultivo autorizado pela ANVISA, com fins medicinais, fitoterápicos, informativo e em prol do ativismo e regulamentação da maconha. Disponibilizando meu CNPJ para fazer a solicitação da autorização e fazer dela um modelo sólido, pois hj em dia a ANVISA realiza testes para 2 doenças contando com drogas apreendidas. Nesse Projeto será cultivada organicamente algumas plantas medicinais mais procuradas e requisitadas pelo SUS e ANVISA, incluindo a CANNABIS, para extração de CBD e outras propriedades medicinais. extração de THC e CDB em forma de óleo e extrato em pó Projeto da empresa, com laboratório de testes e espaço Outdor para cultivo, com captação de recursos através de Empresas beneficiadas com apoio de incentivo fiscal, ou seja, sai de graça para elas, pois é deduzido automaticamente do IR. (imposto de renda). produção de extrato de Cannabis para tratamento via inalação com cigarro eletrônico (doenças e dores crônicas) produção de Canabis Medicinal com alto teor de CDB oferecer um apoio profissional para aplicação dos extratos e derivados da planta a pacientes com doenças crônicas que lutam na justiça para importar o produto com valor muito alto. promover o marketing e divulgação dos resultados Preferencialmente serão aceitas pessoas ligadas a Agronomia, Fitoterapia e profissionais para assistência Jurídica, Marketing / Publicidade e assessor de imprensa. Gostaria de convidar uma ou mais pessoas pra participar desse projeto. Preferência que seja da minha região, disponibilidade e vontade de expandir o projeto. Vamos boicotar o tráfico plantando ! Força e luta
    35 points
  28. Prevenção, agora não tem o que fazer. Pessoalmente, sou contra matar as plantas em momentos de crise, elas não tem culpa das confusões que os homens criam. Mas se for para ficar mais tranquilo, faça o que achar melhor para sua consciência. Acho difícil irem atras de todo mundo, são mais de mil pessoas, no Brasil todo. E alto risco desse tiro sair pela culatra para a polícia, e acabar acelerando a legalização, para isso, basta que a defesa seja bem feita. Quem tiver com o nome nessa cooperativa, deixe o sos@growroom.net com alguém de confiança e peça para caso aconteça algo que escreva imediatamente. Sobre a boa intenção dele, pode até ser, não vou julgar, to aqui pra defender, mas volto a dizer, lidar com cannabis ainda é arriscado no Brasil, e se colocar dinheiro no meio piora muito esse risco. Quem já fez semente sabe que é mole, então, pra que vender? Quer fazer ativismo, então esquece o dinheiro.
    35 points
  29. Salve Salve Galera do GrowRoom Enquanto não temos um Concurso Oficial de Fotos, bora brincar para aquecer os motores??? Tentei pensar numa frase de impacto, mas não me veio nenhuma ideia realmente impactante. Viajei em algo como já tinha dito, tipo 2015 é ano de Maconha na Boca do Povo, mas sei lá. Então cada um inventa uma frase ou copia do outro, sem dó ou não usa frase nenhuma. kkkkk O vencedor ganhará os parabéns da galera e quem sabe também algum prêmio! Vamo agitar! Não dá pra seguir as mesmas regras já que não é oficial. Bora todo mundo participar juntos!!!!! Postarei 4 fotos exemplos, mas não serão as minhas ainda. A minha já tá na cabeça. Logo tiro! Aproveitar para parabenizar os organizadores do concurso pq frase de impacto tem dias de inspiração. REGRAS - Apenas usuários com mais de 50 posts poderão votar. - Os usuários podem postar somente uma foto por concurso, sendo que esta pode ser mudada até o último dia do período de participação; - Se possível, as fotos devem constar o nome ou o logo do Growroom para divulgação da casinha. - O período de participação começa hoje dia 03 de janeiro e termina no dia 03 de fevereiro. Só serão aceitas as fotos postadas nestas datas e no mês subsequente iniciaremos a votação.
    34 points
  30. Eu e Brave estivemos na DP! Acho que ele não era aqui da casa, pois as 7 plantas estavam bem surradas! Foi enquadrado no Art. 28 e liberado...
    34 points
  31. Maconha não causa abstinência, causa saudades. ok
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  32. Pessoal, o Sérgio foi solto! Segue a decisão: 01/12/2016 15:38:11 EXPEDIÇÃO OFÍCIO Observação: Of. 41.317/2016 - comunica resultado de julgamento e encaminha alvará de soltura Destinatário: 3a VARA DE ENTORPECENTES DO DISTRITO FEDERAL 01/12/2016 15:37:19 EXPEDIÇÃO ALVARÁ DE SOLTURA Observação: EM FAVOR DO PACIENTE Destinatário: CENTRAL DE MANDADOS - OFICIAL JUSTICA 01/12/2016 13:30:00 JULGAMENTO Espécie: Habeas Corpus Impetrante(s): DAMIAO JOSE LEMOS DA SILVA - Paciente: SERGIO DELVAIR DA COSTA - Relator : Des. ROMÃO C. OLIVEIRA 1ª Vogal : Desª ANA MARIA DUARTE AMARANTE BRITO 2ª Vogal : Desª SANDRA DE SANTIS Decisão: ADMITIR PARCIALMENTE E CONCEDER A ORDEM. MAIORIA Sessão: 42/2016 Ordinária 30/11/2016 18:41:04 RECEBIDOS OS AUTOS Remetente: ROMAO C OLIVEIRA EXPEDIÇÃO ALVARÁ DE SOLTUR
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  33. O Growroom partiui para a Califórnia para fazer a cobertura dos maiores eventos da industria da cannabis nos EUA. No meio desse caminho, trombamos algumas feras como o grande Guru do Cultivo, Jorge Cervantes, que nos recebeu em sua casa para uma visita, que teremos o prazer de compartilhar com todos assinantes do nosso canal. Além do mestre Cervantes, traremos diversas entrevistas com as maiores personalidades dessa indústria. (vejam os nomes no vídeo teaser) Uma entrevista com o brasileiro BAMF, que já ganhou 8 prêmios com seus concentrados, também está prevista para os próximos capítulos das Aventuras Canábicas do Growroom. A idéia é disponibilizarmos todas essas entrevistas com uma freqüência quinzenal. Apertem os baseados e preparem-se para decolagem. Destino: Califórnia!
    32 points
  34. Essa questão da venda de sementes é bem complexa. Eu juridicamente entendo que a venda de sementes é fato atípico, não é crime. A lei de drogas pune condutas relativas à plantas, substancias proscritas, matéria primas e insumos. Sementes são frutos aquênios da planta cannabis, que servem como propágulos. Não são a planta em si, pois não estão vivos, apenas há nelas a vida latente. As sementes também não tem o THC, e não sou eu que digo, e sim a ONU: Se não tem THC não pode ser consideradas drogas. As sementes não são matéria primas, pois elas não são parte principal em um processo industrial. A semente pode ser matéria prima do Hemp Seed Oil, mas não é matéria prima da flora, pois o processo é natural. Também não são insumo, pois insumo é um elemento secundário em um processo industrial. Exemplo, a acetona é insumo para o preparo da cocaína. A semente não é insumo da flora da cannabis. Por isso entendo que não há crime que envolva sementes nesse caso. No caso da importação de sementes o problema é outro, é a falta de autorização para importar as sementes, o que dá abertura para acusação de contrabando. Agora é convencer o juiz disso e que o cultivo dele não era para fins de tráfico, pois não saiam drogas dali, apenas frutos aquênios. O que acham?
    32 points
  35. Dia 23 de janeiro deste ano estava em casa fumando um com um amigo , quando derrepente a policia invade minha casa e me prende. Maior patifaria dos policia, dizem que foi por denuncia anonima , creio que foi pelo cheiro de fumar em casa, pois cultivava em casa com toda a liberdade e ao mesmo tempo sigilo , com total apoio de minha mae que tem a mente aberta e sabia q eu estava fazendo o certo , em vez de comprar. A corrupção por parte dos policiais é muita aqui na cidade, disseram ser um laboratorio de maconha para o tráfico e que eu vendia sementes, male male custei a comprar as minhas. Nunca vendi nada de maconha para ninguem, muito menos semente. Quebraram meu sigilo bancario , telefonico , levou meu computador e não encontraram nada relacionado a tráfico. Fizeram um grande sensacionalismo com a mídia local. Policiais corruptos e mentirosos, aqui na minha cidade , estão prendendo até com um baseado, forja droga nas pessoas, populaçao carceraria esta lotada , cheguei a ficar preso com 31 pessoas no mesmo barraco. Da população carceraria 90% são usuarios e em toda acusação relatam que são traficante , pessoas presas com 12 gramas , meia grama , um baseado. Fui enquadrado nos artigos 33,34 e 35. Gastei 8 mil com advogado. Fui liberto ontem dia 13 com a graça de Deus. Segue o link da minha apreensão e da patifaria dos policia.
    31 points
  36. Estou colocando mais algumas fotos das plantas. Coloquei duas em floração, elas estão em local separados das demais, em vasos de 25 e 14 litros. De resto faço estou fazendo alguns clones - tentando fazer 8 , 6 em lã de rocha e duas em vermiculitas, estou tentando criar mais umidade, como bem salientou ganjah man. Aliás ele disse que estava precisando fazer o óleo para parente com câncer. Então aproveito para explicar que hoje há dois canabinóides que são mais utilizados e estudados, um é o THC, que todos aqui conhecem e o outro o canabdiol (CBD), e cada um tem o iuso medicianal mais adequado para cada tipo de doença. No caso do câncer, para quimioterapia o óleo rico em THC é mais recomendado. No caso de redução de tumor, há pesquisas interessantes mostrando que o CBD pode ter bons resultados. Para fazer o óleo o melhor é fazer por extração alcólica é simples e presercva bem os canbinóides, na internet tem o como fazer. Mas voltando a minha plantação, é essa que está aí, preciso fazer ela crescer com os clones e estou com umas sementes de "solo CBD" que vou botar para germinar em breve! seguem as fotos, duas das que foralm florir entre vasos de plantas, um panorama geral e meus clones.
    31 points
  37. Fala ae growlera! to criando esse tópico para postarmos nossas experiêcias com passarinhos fazendo ninhos em nossas amadas plantas de cannabis, galera do out\guerra fiquem avontade de postar suas plantas com os danadinhos espertinhos! começo comigo! Tem um casal danadinho de coleirinha que vem me ''seguindo''a algum tempo já, todo ano ela escolhe uma planta para a confecção do ninho, geralmente sempre a maior dessa vez eles escolheram uma skunk#1 no comecinho da flora, teve uma ano que eu não plantei minhas plantas e eles fizeram o ninho no chão deu até dó... nesse tópico nós iremos acompanhar a ''jornada da coleirinha para conseguir seus filhotes'' by Yanomãmi começando pela confecção de seu ninho ela(a femea) que fabrica o ninho com fibras de coqueiro, enquando o macho canta livremente(folgadão ele..rs) segue as fotos do ninho sendo trabalhado: estou bolando um geito de pegar ela no ninho confeccionando ele pra mostrar pra vcs e a saga da coleirinha continua... A NATUREZA AGRADECE SUA PRESERVAÇÃO!
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  38. Salve growlera, o beck de 12 sabores virou fumaça já era... só sobrou a ponta do dedo amarela... O RECORDE AGORA É O DE 20 SABORES ........ É beck de gente grande! pra quem conhece o protagonista sabe do que estou falando.... kkkkkk E os cabecinhas ainda deram uma aditivada no fino.... E a lua de fundo... mutcho loco! Imaginem o tamanho do beck pra caber 20 estirpes... A arte de apertar uma perna de grilo kkkkkkkkk Agora vamos aos sabores! A minha contribuição foi com a Moby Dick, a Querosene e a AK. Recorde batido... em breve mais fotos deste encontro!
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  39. Galera Amanhã é o dia do quinto grande ato contra o aumento das passagens. Todos tem acompanhado as manifestações em todo o país e o absurdo que tem sido a opressão contra os manifestantes. A questão agora ja vai muito além da questão da passagem dos ônibus A indignação de todos com a truculência e a falta de liberdade de expressão é enorme. Acho que isso afeta qualquer grupo que queira lutar por seus direitos. Ontem foi a marcha da maconha, hoje a passagem de ônibus, .... e amanhã? Chegou a nossa hora!! Os movimentos virtuais estão transbordando para o mundo real. Acho que seria muito importante levarmos nossa causa para as manifestações em todo o Brasil. Venho propor que os cultivadores se juntem nessas manifestações e que levantem nossa bandeira junto as manifestações. Ja somos muitos e essa união só irá nos fortalecer. Estreitar os laços entre nós e apoiar outras causas importantes. Vamos todos juntos! Estarei levando uma grande faixa do Growroom para a manifestação de São Paulo Quem puder estar organizando em outros estados, favor postar aqui! UNITED WE STAND, DIVIDED WE FALL!
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  40. VALEU GALERA DO GROWROOM!!! TODA A TORCIDA, INDIGNAÇÃO, REVOLTA... SEM PALAVRAS PRA ESSA FAMÍLIA!! O bonde é pesado mermão!!! Corrente canábica espetacular! Sem palavras! Verdadeiros irmãos, irmãos na erva! Gostaria de agradecer à todos que me apoiaram nesse momento tão triste, infeliz! Graças à Jah e ao Growroom eu serei enquadrado no artigo 28 ao invés do 33. Os policiais chegaram em casa por uma denúncia anônima. Chegaram e averiguaram o lugar confiscaram todas as minhas plantas!! Acionei o Growroom! Muito rapidamente uma corrente de advogados estava mobilizada no meu caso e apoiando o tempo todo. Um dos advogados compareceu na delegacia e desenrolou com o delegado. Inicialmente queriam me enquadrar por tráfico, pela quantidade de plantas (39), mas o advogado conseguiu argumentar com o delegado e provou que sou usuário, ativista, trabalhador, cultivador e em hipótese nenhuma traficava. Conclusão: vou assinar um 28 e não posso mais plantar maconha. É um absurdo uma política que proíba uma planta de crescer. Eu tive sorte! Outros com muito menos rodam sem sequer direito de se explicar. Isso tem que acabar! LIBERDADE PARA O CULTIVO CASEIRO!! Precisamos de uma lei que realmente atenda as nossas necessidades. A sociedade precisa aprender que existem os cervejeiros, existem os tequileiros, os maconheiros, os cheiradores... que ninguém é menor por usar alguma substância, e que temos o direito de fazer o que bem entendermos com o nosso corpo. E mais... se eu sou maconheiro, gosto de fumar e ESSA POLÍTICA ME OBRIGA A RECORRER À UM MERCADO ILEGAL, e adquirir uma ERVA SEM QUALIDADE NEM PROCEDÊNCIA... eu tenho todo o direito de plantar o meu fumo. Tenho o direito de plantar pro meu consumo, plantar o que consumo. Verdadeira palhaçada o que aconteceu hoje!! Precisamos nos unir, precisamos lutar todos os dias, com todas as forças contra essa realidade. Precisamos pressionar, brigar por nosso direito. Muitos estão rodando. Muitos estão morrendo!!! A luta é diária, é na nossa escola, na nossa faculdade, em casa, no trabalho, na rua ou com os amigos, é interna e é externa. Babilônia tem que queimar, e nós vamos ascender essa chama!!! Muito obrigado Growroom que me deu toda assistência necessária e me salvou de uma encrenca maior, muito maior!! Obrigado especial à DRULLYS, NEOFITO, BRAVEHEART, SANO, PEDRO ABRAMOVAY e BAS!! Time, vocês foram foda demais!! Sem vocês eu estaria enjaulado como um criminoso, sendo condenado por um crime inventado, resultante de uma política vagabunda! Grower não é traficante! LUGAR DE GROWER É NO JARDIM!!! Liberdade pra erva já!! Legalizem a Maconha!!!
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  41. STF: Porte de drogas para consumo próprio tem prioridade Jornal do BrasilBrasília O plenário virtual do Supremo Tribunal Federal decidiu dar “repercussão geral” ao julgamento de um recurso extraordinário (RE 635659), com base no qual vai decidir se é constitucional ou não o dispositivo da Lei de Tóxicos (Lei 11.343/2006) que tipifica como crime o uso de drogas para consumo próprio. A decisão futura terá de ser aplicada pelas instâncias inferiores em casos idênticos. A matéria será discutida em face do inciso 10 do artigo 5º da Constituição (“cláusula pétrea”), segundo o qual “são invioláveis a intimidade, a vida privada” das pessoas. O recurso, agora com repercussão geral, é da Defensoria Pública de São Paulo, e tem como relator o ministro Gilmar Mendes. Defensoria Pública A Defensoria Pública argumenta que “o porte de drogas para uso próprio não afronta a chamada “saúde pública” (objeto jurídico do delito de tráfico de drogas), mas apenas, e quando muito, a saúde pessoal do próprio usuário”. O acórdão questionado é do Colégio Recursal do Juizado Especial Cível de Diadema (SP) que, com base na Lei de Tóxicos, manteve a condenação de um usuário à pena de dois meses de prestação de serviços à comunidade. Relevância Ao manifestar-se pela repercussão geral da matéria discutida no recurso, o ministro Gilmar Mendes destacou a relevância social e jurídica do tema. “Trata-se de discussão que alcança, certamente, grande número de interessados, sendo necessária a manifestação desta Corte para a pacificação da matéria”, frisou. http://www.jb.com.br...tem-prioridade/
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  42. Essa Ação Civil Pública ainda renderá bons frutos. Essa decisão liminar ainda é bem parcial, mas já sei que o MPF irá recorrer para buscar a tutela antecipada na totalidade. Aguardo principalmente que seja julgado o pedido sobre o cultivo e também sobre a importação de sementes, que foi incluído a meu pedido na Ação.
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  43. Não compre, plante Juiz de SP rejeita denúncia de contrabando de sementes de maconha Por Bruno Lee "Não compre, plante". O título da primeira música do disco de estreia da banda Planet Hemp — que vendeu mais de 100 mil cópias — serve para resumir a opinião de um juiz federal de São Paulo, que, em decisão do dia 29 de agosto, afirma que "o usuário que produz a própria droga deixa de financiar o tráfico, contribuindo para a diminuição da criminalidade decorrente das mazelas que o mercado ilegal". O juiz Fernando Américo Figueiredo de Souza, da 5ª Vara Federal de São Paulo, julgou um processo no qual o Ministério Público Federal acusa um morador de Cotia de "contrabando" por ter supostamente importado da Antuérpia, na Bélgica, 12 sementes de maconha. Segundo a ação, a encomenda, feita pela internet, nunca chegou ao seu destino final. O réu foi representado por Alexandre Pacheco Martins, do Braga Martins Advogados. Em sua decisão, o juiz Souza escreve: “Embora o bem jurídico protegido pela Lei Antidrogas seja a saúde pública, entendo que o usuário que produz a própria droga deixa de financiar o tráfico, contribuindo para a diminuição da criminalidade decorrente das mazelas que o mercado ilegal propicia (armas, corrupção de menores, etc.), logo, a despeito de uma possível tipicidade formal, não há tipicidade material, já que inexistiu lesividade em sua conduta”. Baseado no artigo 383 do Código de Processo Penal — segundo o qual, o juiz, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou queixa, poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa — Souza desclassificou o crime de contrabando descrito na denúncia e tratou o caso como uma acusação sobre o crime descrito no parágrafo 1, do artigo 28, da Lei 11.343/06. “Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas: advertência sobre os efeitos da droga”, diz o dispositivo. Como as sementes não chegaram ao destinatário, não houve cultivo e, consequentemente, o “material entorpecente” nunca foi extraído, o juiz rejeitou a denúncia por falta de justa causa para a ação penal. Clique aqui para ler a decisão. Conjur
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  44. Tá florindo... semSemente#3 Envio para os assinantes a partir de segunda-feira! Alguns destaques desta edição - Especial Amsterdam Explanada! Guia de 15 coffeshops, entrevista com o dono de coffeeshops e ativista Nol Van Schaik e cobertura da 25a High Times Cannabis Cup em quadrinhos. - Brasil fumegante! A exemplo dos vizinhos sul-americanos, eventos canábicos florescem no país. Só no primeiro semestre Brasil sedia o PIR, ExpoGrowroom, Workshop Dr. Grow e o 3o Seminário do INCA. - Congresso Internacional sobre Drogas Nossa cobertura do evento memorável que reuniu a nata da ciência, da política e do ativismo antiproibicionista. - Canábis Medicinal O usuário medicinal Gilberto Castro explica como a canábis é essencial para suportar a esclerose múltipla. - Manual de cidadania do usuário de drogas! Conheça seus direitos e deveres como usuário, cultivador etc. por Dr. Ricardo Nemer. - Renato Cinco O vereador carioca explica porque a guerra às drogas é uma guerra aos pobres. - Dicas do Franco O cultivador e pesquisador Franco, do Strain Hunters, nós dá suas dicas sobre crescimento vegetativo. - Plantas autoflorescentes Entenda o que são as plantas autoflorescentes, por Stitch, criador das SuperAutos. - Copa Growroom 2012 Com mais de 100 cultivadores e ativistas reunidos em Florianópolis, Copa Growroom celebra a maior competição canábica do Brasil. E mais: Quadrinhos, Ensaio, Receita, Special Queen #1, Horóscopo canábico, Dênis Russo Burgierman e Arnaldo Branco. Envio para os assinantes a partir de segunda-feira! Em breve disponivel em: www.semsemente.com/loja
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  45. Seguindo o tópico, ontem o recurso interposto pelo MPF na Ação Civil Pública foi distribuído. Agora é a expectativa para o Desembargador reconhecer a necessidade de obrigar a ANVISA a autorizar o cultivo (inclusive o individual) para fins medicinais e científicos. Ontem a ANVISA também foi intimada para cumprir em 10 dias a decisão de primeira instancia para reclassificar o THC e autorizar a importação e a prescrição de tais produtos. O STF só ano que vem...
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  46. Decisão na Justiça obriga Anvisa a liberar tratamento com derivado da maconha Menina de quatro anos com epilepsia conseguiu reduzir crises convulsivas com o medicamento, que foi importado clandestinamente BRASÍLIA – Decisão liminar da Justiça Federal em Brasília, desta quinta-feira, determinou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) entregue à família de uma criança com epilepsia um medicamento a base de Canabidiol (CBD), derivado da maconha. Segundo o advogado autor do pedido, Luiz Fernando Pereira, a Anvisa ainda pode recorrer, mas a substância deve ser liberada pela agência já com a decisão liminar. Com o uso do medicamento, indicado por um médico, Anny, de quatro anos, deixou de sofrer até 80 crises convulsivas por semana. Com indicação médica, a família da menina vinha comprando o remédio – que não tem registro no Brasil – pela internet, de forma clandestina, em importações individuais. Na compra mais recente, a Anvisa reteve o produto e cobrou explicações da família, que entrou com pedido de liberação na Justiça. A liberação pode ajudar outros pacientes no Brasil que dependam de medicamentos sem registro no país. Para conseguir a liberação do Canabidiol, o advogado da menina sustentou que o medicamento não tem registro, mas não é uma substância proibida no país. Além disso, o defensor apontou que a Anvisa dispensa registro no país para a entrada de medicamentos em caso de comprovada urgência para tratamentos, com documentos médicos. — É o primeiro caso do Brasil (com a substância) e abre um precedente muito importante. Tenho convicção de que pode servir de referencia para outros tratamentos – afirmou Luiz Fernando Pereira, do escritório Vernalha Guimarães & Pereira. O juiz federal Bruno César Bandeira Apolinário, da terceira vara federal do Distrito federal, que liberou a entrega do medicamento, afirmou na decisão que "a substância revelou-se eficaz na atenuação ou bloqueio das convulsões, (...) dando-lhe uma qualidade de vida jamais experimentada". Mas, na decisão, Apolinário reforça que a liberação do medicamento não pode ser confundida com um caminho para a liberação da maconha ou de outros derivados da erva. O juiz destaca que o CBD não tem nenhum efeito psicotrópico e, por isso, não é proibido. — É uma decisão importante. O juiz faz uma distinção importante, não se trata de uso de maconha, é uma substância sem efeito psicotrópico — reforça o advogado. — É um equívoco grosseiro considerar que o Canabidiol é um medicamento proibido. Não é aleatória a decisão da Anvisa de colocar algo na lista de entorpecentes. Ele (a substância) tem de ser alucinógena para que seja incluída na lista. Segundo o advogado, a família vai participar de uma reunião, na terça-feira, na Anvisa. Anny sobre de encefalopatia epiléptica infantil precoce tipo 2. A doença se caracteriza por crises convulsivas e atraso intenso e global do desenvolvimento. Segundo o laudo apresentado à Justiça, há evolução para retardo mental e dificuldade de controle motor. Anticonvulsivantes convencionais não surtiam efeito no tratamento da menina. Ela também já tinha sido submetida à cirurgia para implantação de um marca passo no cérebro, sem sucesso. Com o Canabidiol, as crises convulsivas cessaram, segundo laudos médicos justados ao processo. Para teste, o medicamento foi retirado da garota durante uma semana, o que causou o retorno das crises, que chegaram a 42 em uma semana. “Não se pretende fazer apologia ao uso terapêutico de Cannabis sativa, (…) menos ainda da liberação de uso dessa planta pata fins terapêuticos sem ter instigado a opinião publica, a academia de medicina o poder publico e os meios de comunicação” afirma o juiz, ao dizer que a publicação de decisão poderia causar repercussão “precipitada” na opinião pública. Ele reforça que não está propondo o debate sobre o uso da maconha. A indicação da medicação foi feita pelo médico Wilson Marques Júnior, professor titular de Neurologia do hospital das Clínincas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP. http://oglobo.globo.com/pais/decisao-na-justica-obriga-anvisa-liberar-tratamento-com-derivado-da-maconha-12084313
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  47. NOTA PÚBLICA CONTRA A URGÊNCIA NA TRAMITAÇÃO DO PLC 37/2013 QUE ALTERA A LEI DE DROGAS Há algumas semanas protestos tomam conta das ruas do Brasil. As diversas demandas da sociedade civil em torno de causas históricas de interesse coletivo demonstram que o debate sobre o que a sociedade quer não é exclusividade de partidos políticos, ONGs ou movimentos sociais organizados. É inegável o caráter histórico dos últimos acontecimentos. É importante ressaltar, porém, que esse saudável cenário de participação democrática no debate público não pode servir de justificativa para que o Legislativo aprove, a toque de caixa, e com apoio do Governo, importantes projetos de lei sem o devido debate com os diferentes atores envolvidos, sejam eles organizados ou não. Fomos todos surpreendidos com a recente decisão de colocar em regime de urgência o PLC nº 37/2013 (antigo PL 7663/2010) – que reformula o Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas – "para responder as reivindicações por segurança" que estariam sendo feitas nas ruas. O PLC 37/2013, sob o pretexto de atualizar a legislação de drogas, aprofunda a já fracassada política criminal brasileira sobre o tema e despreza as lutas históricas por avanços na saúde pública, interrompendo avanços na política anti-manicomial, promotora de cidadania e avessa à tortura. Ele será um instrumento catalisador do estigma carregado por pessoas em sofrimento, da política de encarceramento em massa de pobres, da criminalização dos usuários, presos indistintamente como traficantes, da indústria de internações forçadas, sabidamente ineficazes como tratamento, e da priorização da atenção em comunidades terapêuticas religiosas, que, pouco fiscalizadas, afiguram-se como perigosos locais de segregação e maus-tratos. Trata-se de um projeto que aumenta significativamente os custos do Estado ao mesmo tempo que reduz, drasticamente, o respeito aos direitos individuais das pessoas em situação de vulnerabilidade e sofrimento. O projeto de lei em questão não representa o anseio da sociedade civil e nem encontra abrigo nas melhores práticas internacionais e nacionais sobre o tema. No processo de tramitação do projeto na Câmara, houve a exclusão das considerações estatísticas, técnicas, científicas e jurídicas que devem guiar qualquer construção de política pública, e foram ignoradas as considerações técnicas de vários ministérios do governo, entre eles o Ministério da Saúde, Ministério da Justiça e Secretaria de Direitos Humanos, que opinaram inicialmente pela rejeição absoluta do projeto. O debate sereno sobre um projeto de lei de tamanha importância é fundamental para que as distâncias existentes entre os poderes constituídos e a sociedade civil sejam finalmente reduzidas, e não aprofundadas, como ocorrerá caso o açodamento se sobreponha ao debate. Diante de todo o exposto, as entidades abaixo assinadas vêm a público exigir a retirada do caráter de urgência na tramitação do PLC 37/2013, sendo fundamental a atuação responsável dos senhores congressistas, bem como do Executivo, fazendo valer seu anunciado compromisso de escuta e diálogo democrático. ABRASCO- Associação Brasileira de Saúde Coletiva ABRASME- Associação Brasileira de Saúde Mental ACAT – Ação dos Cristãos para Abolição da Tortura Advogados sem Fronteiras Brasil Articulação Justiça e Direitos Humanos – Jusdh Associação Brasileira de Estudos Sociais do Uso de Psicoativos- ABESUP Associação Brasileira Multidisciplinar de Estudos Sobre Drogas - ABRAMD Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT Associação pela Reforma Prisional – ARP Bloco Planta na Mente Casa de Acolhimento Os Seareiros CEBES – Centro Brasileiro de Estudos em Saúde CEBRID - Centro Brasileiro de Informação sobre Drogas Psicotrópicas, Centro de Atenção Psicossocial de Canoinhas - CAPS I Centro de Convivência É de Lei Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas – CETAD/UFBA Centro de Referência à Infância – INCERE/CE Centro de Referência sobre Drogas e Vulnerabilidades Associadas/UnB Centro Internacional de estudos e Pesquisa sobre a Infância - CIESPI/PUC-Rio Coletivo Antiproibicionista Princípio Ativo Coletivo Desentorpecendo a Razão - DAR Coletivo Plantando Informação Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia - CBDD Conectas Direitos Humanos Conselho Regional de Serviço Social/RJ Conselho Federal de Psicologia - CFP Conselho Federal de Serviço Social – CFESS Conselho Nacional de Saúde Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso do Sul 14ª Região DDH – Defensores de Direitos Humanos Equipe Clínico Política Escola Superior da Defensoria Pública do Estado da Bahia Federação Nacional dos Farmacêuticos Fórum Intersetorial de Drogas e Direitos Humanos de São Paulo Frente Estadual Drogas e Direitos Humanos/RJ Frente Estadual Drogas e Direitos Humanos/RS Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Growroom Grupo Interdisciplinar de Estudos Sociais de Psicoativos - GIESP Grupo Tortura Nunca Mais/RJ IBCCRIM – Instituo Brasileiro de Ciências Criminais IDDD – Instituto de Defesa do Direito de Defesa Instituto Igarapé Instituto Pro Bono Instituto Sedes Sapientiae Instituto Sou da Paz - SDP ITTC – Instituto Terra Trabalho e Cidadania Justiça Global Movimento pela Legalização da Maconha Movimento Psicanálise Autismo e Saúde Pública (MPASP) NEIP - Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos Núcleo de Estudos Avançados de Álcool e outras Drogas- NEAAD/CETAD/UFBA Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos (Neip) Núcleo de Situação Carcerária da Defensoria Pública de São Paulo Pastoral Carcerária Nacional PROAD - Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Unifesp Psicotropicus - Centro Brasileiro de Política de Drogas Rede Estadual de Saúde Mental e Economia Solidaria/SP Rede Justiça Criminal Rede Pense Livre - por uma política de drogas que funcione REDUC - Rede Brasileira de redução de danos e direitos humanos RENILA - Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial ResPire Redução de Danos SBNeC - Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento UNE - União Nacional dos Estudantes Viva Rio
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