Documentário produzido pelo NEMO (Núcleo de estudos de Mobilidade e Mobilização) baseado na Universidade Estadual de Maringá, vem discutir a importância das mídias alternativas e independentes nos movimentos sociais. Esses sujeitos e coletivos, amparados pelas novas tecnologias da informação, principalmente a digital, realizam uma contraposição efetiva as grandes corporações e trustes da industria da comunicação que se utilizam sobretudo dos meios analógicos de distribuição.
Essa realidade toma outro escopo quando analisamos as mudanças técnicas informacionais em curso na nossa sociedade, e podemos vislumbrar uma quebra no paradigma da dominação da informação, pois, a cada instante novas formas de apreensão da realidade surge, de modo crítico, e investigativo, através de blogs, vídeos, fotografias e redes sociais.
Notável por exemplo a atuação dessa mídia alternativa na cobertura dos fatos ocorrentes no Pinheirinho em São José dos Campos, dos Índios Guaranis Kaiowas, entre tantos.
De fato, não podemos vislumbrar essa técnica como o paraíso que nos trará libertação e superará a questão da informação e da comunicação na sociedade contemporânea, pois esse movimento em sí já se mostra contraditório, na medida em que uma enxurrada de informação fluí pelo espaço cibernético se debatendo em temas e abordagens de todo e qualquer conteúdo.
Portanto o que se mostra verdadeiramente importante é uma apropriação crítica e consciente desse modo de fazer mídia, elevando os aspectos da criatividade e da arte. o mais interessante e a aproximação desse tema, com a questão da legalização da maconha, e todo ativismo existente nessa questão se utiliza desses meios, de forma marginal, independente e alternativo.