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Controle mais rígido revela a popularidade da maconha (uol)


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  • Usuário Growroom

Controle mais rígido revela a popularidade da maconha

Menos de um ano depois de incluir a droga na lista de substâncias proibidas, a Agência Mundial Antidoping descobre que ela é mais popular entre os atletas do que se imaginava; polêmica sobre o doping por maconha divide especialistas

Vicente Toledo Jr.

Em São Paulo

Reuters

]http://e.i.uol.com.br/especial/maconha_car...rmelo.jpg

Carmelo: é tudo do meu amigo

Carmelo Anthony, Rasheed Wallace, Shawn Kemp, John Capel, Giba, Gary Hall Jr e Ross Rebagliati. Esportistas consagrados em diferentes modalidades, todos eles têm alguma coisa em comum: fizeram uso de maconha e acabaram descobertos. Se não bastassem o flagra e o risco de punição, em alguns casos o envolvimento com a droga rendeu aos atletas apelidos pra lá de "carinhosos".

Atual campeão da NBA com o Detroit Pistons, Wallace ficou conhecido como "Haxixe" Wallace depois de ser preso pela polícia quando ainda jogava no Portland Trail Blazers. Outro que ganhou notoriedade foi Kemp, campeão mundial em 1994 com a segunda versão do "Dream Team", que depois de diversos flagrantes passou a ser chamado de Shawn "Hemp" (maconha, em inglês).

]http://e.i.uol.com.br/especial/maconha_kemp.jpg

Shawn Kemp: de estrela a piada

O brasileiro Giba, flagrado no exame antidoping após jogo do Campeonato Italiano no final de 2002, não ganhou apelidos, mas teve que suportar a gozação das torcidas rivais. "Sei que serei provocado, mas quero entrar na quadra jogar bem, só isso. O resto vou agüentar firme", disse à época.

Os canabinóides, como são conhecidas cientificamente a maconha e seus derivados (cujo princípio ativo é o tetrahydrocannabinol ou THC), foram incluídos na lista de substâncias proibidas da Wada (sigla em inglês de Agência Mundial Antidoping) apenas no dia 1º de janeiro deste ano. Em menos de 11 meses, foram registrados casos e mais casos de atletas flagrados com a droga ilícita mais utilizada no mundo.

Protagonista de um dos casos mais recentes, o jovem Carmelo Anthony, estrela do Denver Nuggets e uma das maiores promessas do basquete norte-americano, foi apanhado pela polícia no aeroporto quando embarcava com a equipe para uma partida da pré-temporada da NBA. Uma pequena quantidade da droga foi encontrada em sua mochila, mas o jogador alegou que a maconha pertencia a um amigo.

Já os velocistas John Capel (campeão mundial dos 200 m em 2003) e Monzavous "Rae" Edwards, também norte-americanos, não tiveram como disfarçar. Foram pegos no exame antidoping durante competições e, como mandam as novas regras da Wada para as chamadas "drogas sociais" (que não são usadas para obter ganho de desempenho), receberam apenas uma advertência, já que era a primeira infração de ambos.

Obviamente, a medida da Wada não aumentou o consumo de maconha pelos atletas do mundo inteiro, mas revelou um retrato menos glamouroso do esporte. Tratados como estrelas ou relegados ao ostracismo, os atletas estão sujeitos aos mesmos problemas que as pessoas comuns.

CAMPEÕES QUE JÁ USARAM

Giba: jogador brasileiro foi suspenso na Itália, mas deu a volta por cima e ganhou ouro em Atenas-2004

Gary Hall Jr: nadador dos EUA foi pego no antidoping em 98, mas levou o ouro em Sydney dois anos depois

John Capel: campeão mundial dos 200 m em 2003, velocista foi advertido após ser flagrado no antidoping

Eles se deprimem, têm problemas familiares, dificuldades financeiras, crises conjugais e ainda precisam suportar as pressões e cobranças de patrocinadores, fãs e imprensa. Assim como boa parte da sociedade, os atletas buscam nas chamadas drogas sociais (utilizadas como recreação e não para melhorar o desempenho esportivo) um alívio para suas aflições.

Um exemplo clássico: estrela milionária aos 19 anos de idade, Carmelo Anthony não foi pego no exame, mas vem apresentando uma queda no seu rendimento em quadra e se envolvendo cada vez mais em problemas fora dela. A polícia e a NBA acreditaram que a maconha encontrada em sua mochila pertencia a um amigo, mas a imprensa norte-americana encontrou "fontes" que confirmaram seu apreço por um baseado.

Outro caso emblemático é o de Giba, um dos melhores jogadores de vôlei do mundo, flagrado no exame antidoping quando defendia o Ferrara, após jogo do Campeonato Italiano. "Foram vários problemas de uma vez só e fiquei abalado", justificou o jogador à época.

Com bons antecedentes - jamais havia tido problemas com doping -, o jogador recebeu a pena mínima e voltou a jogar três meses depois. "Isso serviu para colocar a cabeça no lugar e saber o que é certo. Sou um símbolo, um exemplo para as crianças e vou continuar sendo", afirmou Giba, que deu a volta por cima e foi campeão olímpico em Atenas.

Para muitos, porém, essa visão idealizada do papel dos esportistas na sociedade, tão bem embalada e vendida pelos patrocinadores, em nada contribui para uma abordagem mais imparcial do tema pelas entidades responsáveis pelo controle de dopagem.

"Esses atletas (que usam maconha) certamente não estão trapaceando. São vítimas de uma idéia equivocada de que alguém com um talento para chutar uma bola, correr, pular, nadar ou mergulhar, é de alguma maneira um modelo e tem que viver de acordo com um padrão de comportamento acima da média", rebate o jornalista Michael Hann, colunista do jornal britânico "The Guardian".

]http://e.i.uol.com.br/especial/maconha_wal...llace.jpg

Wallace: de piada a campeão

"O que danifica mais a imagem do esporte: um jogador fumar um baseado ou um grupo deles pegar uma garota na rua e estuprá-la no hotel?", completa Hann, para quem os efeitos de drogas legais como o álcool e o cigarro não devem ser esquecidos: Paul Gascoigne, talentoso meia inglês, jamais se livrou do alcoolismo e teve sua carreira bastante prejudicada pela doença.

Campeão de snowboard nos Jogos de Inverno de 1998, em Nagano, no Japão, o canadense Ross Rebagliati quase perdeu sua medalha de ouro após o exame antidoping detectar a presença de maconha em seu organismo. Depois de reconhecer o uso da droga, ele apelou a CAS (Corte de Arbitragem do Esporte), que confirmou sua vitória porque na época a substância ainda não era considerada doping.

Apesar disso, Rebagliati sofre até hoje as conseqüências. Ele não pode entrar nos EUA sem uma permissão especial do governo, mesmo não tendo cometido nenhum crime. "Não posso visitar minha mãe na Califórnia e nem dirigir até o México para surfar. Ozzy Osbourne (cantor de rock com histórico de abuso de drogas) vai a jantares na Casa Branca, mas eu não posso nem cruzar a fronteira".

Estudos científicos já comprovaram que o uso de canabinóides pode reduzir a ansiedade, o que em tese beneficiaria os atletas em algumas modalidades. No entanto, os efeitos colaterais - aumento na freqüência cardíaca e na pressão arterial, além da redução na capacidade psicomotora do atleta, entre outros - em nada auxiliariam no desempenho esportivo.

Mesmo assim, contrariando uma tendência observada em grande parte das sociedades ocidentais - de abrandar as penas para os usuários de maconha e concentrar esforços no combate aos traficantes- , as entidades esportivas apertam o cerco contra os atletas e os privam do direto a uma vida particular reservada.

As autoridades, porém, parecem firmes na posição de não tolerar o uso de qualquer tipo de droga pelos atletas. "Doping é como gravidez, por isso, não dá para dizer que alguém está só um pouco dopado. Essas podem ser chamadas de drogas da moda, mas elas ainda dão um mau exemplo", opina Joseph Blatter, presidente da Fifa.

Publicado em 12 de novembro de 2004

Esses atletas (que usam maconha) certamente não estão trapaceando. São vítimas de uma idéia equivocada de que alguém com um talento para chutar uma bola, correr, pular, nadar ou mergulhar, é de alguma maneira um modelo e tem que viver de acordo com um padrão de comportamento acima da média

Michael Hann, colunista do The Guardian

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15

nanogramas por mililitro, ou 0,000000015 g/ml, é o limite aceitável de THC em um antidoping

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Isso serviu para eu colocar a cabeça no lugar e saber o que é certo. Sou um símbolo, um exemplo para as crianças e vou continuar sendo

Giba, da seleção brasileira, em 2003

]http://esporte.uol.com.br/reportagens/espe...al_82.jhtm%7Boption%7D

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  • Usuário Growroom

"Eles se deprimem, têm problemas familiares, dificuldades financeiras, crises conjugais e ainda precisam suportar as pressões e cobranças de patrocinadores, fãs e imprensa. Assim como boa parte da sociedade, os atletas buscam nas chamadas drogas sociais (utilizadas como recreação e não para melhorar o desempenho esportivo) um alívio para suas aflições. "

Mano, o cara que publicou isso é um estúpido ignorante......num dá nem pra comenta.....tsic

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