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Marcha Da Maconha 2012 - Presidente Prudente


Fhilokipédes

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  • Usuário Growroom

Esclarecemos assim que, em breve, um posto de exposição sobre os objetivos da Marcha será montado em Presidente Prudente, para proporcionar o diálogo aberto e trazer o tema à tona. Nossa idéia não é causar constrangimento, nem tão pouco o caos social. O que desejamos com o movimento é desmistificar o forte preconceito que existe em torno, principalmente do usuário, mas também com a própria planta - versátil do ponto de vista do uso diverso. A informação, nesse sentido, vem não para desafiar opiniões contrárias, mas trazer outro olhar sobre a própria autonomia do corpo e a liberdade do indivíduo. Infelizmente, nos tempos atuais, ainda notamos uma visão violenta sobre àqueles que utilizam a maconha. Mas, sabe-se que essa planta tem sido consumida em escala mundial desde muito tempo, mesmo antes das políticas antidrogas, que mais serviram para reprimir cidadãos comuns do que o próprio tráfico (setor que lucra absurdamente mais com drogas químicas). Não podemos negar a questão do vício referente ao consumo prolongado da cannabis, nem tão pouco a conotação de droga de entrada (mas aqui, fica destacado que substâncias, como alcool, cigarros e até remédios ou o inocente cafézinho podem assumir esse contexto), mas é incorreto afirmar que a maconha não apresenta seus benefícios em diversos horizontes, principalmente na saúde (glaucoma, câncer, osteoporose, alzhaimer, diabetes, fibromialgia, hipertensão e mais). Ademais, produtos derivados do canhamo também tem finalidades diversas, da industria textil à construção civil. Consequentemente, o que pretende-se com a marcha é trazer uma manifestação informativa pacífica sem qualquer apologia ao consumo ou ao tráfico. Dessa forma, visando reformular as políticas que mais excluem do que incluem, tanto o usuário casual como àqueles que acabam se submetendo à situações de dependência, e são rechaçados e mal acompanhados pelo sistema de atenção à saúde. Fica claro, pelo menos dentro das aspirações do coletivo, que uma revisão de todo este arcabouço que envolve a cannabis precisa ser construida, e mesmo complementada por setores contrários, como as igrejas, ou outros segmentos mais conservadores, que poderiam conciliar seu discurso paralelamente ao processo de descriminalização. Trazendo os usuários para uma conjuntura social participativa e não excludente, não confundindo o traficante, com o viciado ou o consumidor casual, como hoje ainda acontece. A legalização e descriminalização da cannabis têm seus prós e contras, é fato, e esse contexto precisa ser amplamente vislumbrado. É com esse intuito que trazemos a discussão para o interior paulista, numa tentativa de disseminar o diálogo de maneira horizontal. Para isso, o caminho da quebra destes paradigmas é longo, e será construído ano após ano, concomitantemente ao avanço das políticas de segurança e saúde pública. Assim, é irresponsável pensar que a questão será resolvida de um dia para o outro. Os manifestantes de todos os cantos precisam declarar sua opinião, não só no tema, mas em assuntos correlatos ao desenvolvimento e emancipação da cidadania e da economia. No caso da marcha local, decidimos que os participantes poderão esconder seus rostos ou não, já que o “maconheiro” é recriminado, simplesmente por consumir um produto natural, com efeito relaxante. Também, a nível nacional, é relevante declarar que esses mesmos “maconheiros”, e simpatizantes da causa antiproibicionista também se engajam em outros manifestos, por notarem que a situação é estreitamente relacionado à diversos eixos político-sociais. Por fim, deixamos claro que, na realização do evento não haverá qualquer encorajamento ao consumo de drogas ou à atos de vandalismo, como muitos sugerem. A manifestação é vista pelo coletivo como um caminho para a construção de um ideal pacífico de inserção de indivíduos na sociedade. Idéias contrárias são bem vindas, afinal, o que se pretende é o esclarecimento. Afirmamos, para concluir, que o processo de configuração do movimento ocorre em conjunto com a sociedade, disponibilizando o contato do mesmo através da internet (@marchamaconhapp no twitter e Movimento Marcha da Maconha no facebook, e grupo Smoke Buddies Presidente Prudente). Por isso, mesmo com críticas e pontapés, agradecemos aos comentários de toda sociedade prudentina e região, pois, com argumentos e diálogo é que se constrói o caminho da liberdade, rumo à um novo sistema, à uma nova visão, uma nova sociedade em si.

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  • Usuário Growroom

Bom amigos do GrowRoom, nós de Prudente vamos fazer ume vento dia 11 agora em prol da Marcha e eu vou fazer uma "palestra" no início do evento, segue agora a minha fala do dia:

Boa tarde camaradas é uma honra poder estar aqui e dar essas palavras com vocês sobre a Marcha da maconha que será realizada nacionalmente no dia 5 de Maio e principalmente por ser uma vitória muito grande para nós do interior conseguir organizar a marcha aqui e, isso tudo com a colaboração e união de todos vocês!

Bom, esse é um assunto delicado na sociedade que vem hipócritamente sendo criminalizado e esquecido, mas os tempos estão mudando e aos poucos as pessoas que apreciam a Cannabis vão mostrar que com o seu bom uso, bom senso no uso e principalmente com um estudo melhor sobre ela poderemos ser como outros países onde a erva já não é mais criminalizada.

Agora, pensamos: Temos o devido preparo para receber a marcha aqui em Presidente Prudente? Eu digo que com certeza está! A maior cidade da região, tão avançada não estaria? E não só Prudente, mas como toda cidade hoje em dia está pronta para receber informação, ainda mais sobre esse assunto. Até porque acredito que os Prudentinos não sabem que apesar de a proibição da maconha (Consumo) e leis que criminalizam estas substâncias consideradas ilegais. Todas estão em contradição com os direitos humanos, onde se diz que qualquer indivíduo tem liberdade de expressão e de conceitos para qualquer assunto.

Queremos que a população se informe, não pensamos em fazer de Prudente um grande “fumódromo” todos sabemos que para tudo existe hora e lugar, também sabemos que é quase que impossível uma liberação municipal, mas que pelo menos toda essa repressão tivesse um fim, que menos pessoas fossem agredidas e que os usuários de maconha não fossem mais perseguidos como criminosos.

Pretendemos ainda expor documentários ao ar livre, mostras de arte, organizar debates com todos interessados e tudo mais para a informação da população. Também vamos continuar nossa luta contra qualquer tipo de preconceito e repressão em Prudente, mas claro, sempre dialogando, com manifestações pacificas e muita informação.

Nossa idéia não é causar constrangimento, nem tão pouco o caos social. O que desejamos com o movimento é desmistificar o forte preconceito que existe em torno, principalmente do usuário, mas também com a própria planta - versátil do ponto de vista do uso diverso. A informação, nesse sentido, vem não para desafiar opiniões contrárias, mas trazer outro olhar sobre a própria autonomia do corpo e a liberdade do indivíduo. Infelizmente, nos tempos atuais, ainda notamos uma visão violenta sobre àqueles que utilizam a maconha. Mas, sabe-se que essa planta tem sido consumida em escala mundial desde muito tempo, mesmo antes das políticas antidrogas, que mais serviram para reprimir cidadãos comuns do que o próprio tráfico (setor que lucra absurdamente mais com drogas químicas). Não podemos negar a questão do vício referente ao consumo prolongado da cannabis, nem tão pouco a conotação de droga de entrada (mas aqui, fica destacado que substâncias, como álcool, cigarros e até remédios ou o inocente cafézinho podem assumir esse contexto), mas é incorreto afirmar que a maconha não apresenta seus benefícios em diversos horizontes, principalmente na saúde (glaucoma, câncer, osteoporose, alzhaimer, diabetes, fibromialgia, hipertensão e mais). Ademais, produtos derivados do canhamo também tem finalidades diversas, da indústria têxtil à construção civil.

Queria que todos que fossem participar da marcha tivessem cuidado, será expressamente proibido o uso de qualquer substância no local, não será permitido brigas, vandalismos ou qualquer manifestação não pacífica, pretendemos manter “monitores” no meio da multidão para manter um controle maior da marcha.

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  • 1 month later...
  • Usuário Growroom

Prezados marchadores,

Me ocorreu a ideia de indagá-los sobre a viabilidade de serem colhidas durante as marchas que serão realizadas em todo o Brasil e nos eventos preparatórios dessas marchas, assinaturas para a proposição de um projeto de lei de iniciativa popular que exclua os canabinoides dos efeitos estabelecidos na lei de entorpecentes em vigor no Brasil. Creio que esta seria uma medida efetiva para levar definitivamente a questão ao âmbito legislativo, coisa que nenhum parlamentar brasileiro atualmente se mostra disposto a fazer.

Os requisitos para a proposição de leis por iniciativa popular estão estabelecidos na Constituição Federal de 1988 e são os seguintes:

Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição.

§ 1º - São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que:

I - fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas;

II - disponham sobre:

a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração;

B) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios;

c) servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998)

d) organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União, bem como normas gerais para a organização do Ministério Público e da Defensoria Pública dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios;

e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública, observado o disposto no art. 84, VI; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

f) militares das Forças Armadas, seu regime jurídico, provimento de cargos, promoções, estabilidade, remuneração, reforma e transferência para a reserva. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998)

§ 2º - A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles.

No aguardo de vossa resposta,

Saudações marchadoras ! ! !

Silwya Lydiane.

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