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A Cidade Do México Abre A Porta Para A Venda De Maconha Em Estabelecimentos


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A Cidade do México abre a porta para a venda de maconha em estabelecimentos

Os deputados locais confiam em que o Governo não perseguirá nem criminalizará os consumidores e os fornecedores
Juan Diego Quesada México 13 FEV 2014 - 22:30 BRST
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Jovens fumam maconha em São Francisco. / ROBERT GALBRAITH (REUTERS)

A esquerda mexicana vai levar à Assembleia da Cidade do México um projeto de lei que permita habilitar espaços para o fornecimento de maconha. Quem operar esses dispensários, onde não serão vendidos outros tipos de drogas e nos quais a canabis estará sujeira a controles sanitários, terão de comprar o produto no mercado negro (conhecido no país como “a porta de trás”) para depois poderem vender as doses a seus clientes de forma legal. A substância, no entanto, continuará sendo ilícita.

A produção e venda de maconha é um delito federal sobre o qual a Assembleia da capital não pode legislar, mas os deputados locais acreditam que o Governo não perseguirá nem criminalizará os consumidores nem os fornecedores. A iniciativa, que será submetida a votação no início de março, mantém o limite de posse de 5 gramas para os consumidores, mas aumenta até os 5 quilos a quantidade permitida para quem se dedicar à compra e venda.

O esboço do projeto foi apresentado nesta quinta-feira à opinião pública. Alejandro Madrazo, advogado do centro de estudos CIDE e um dos que impulsionam a mudança na regulamentação, reconhece que há riscos de que a maconha à venda nos estabelecimentos seja “má”, quer dizer, provenha de organizações criminosas. Mas ele confia em que o estabelecimento seja abastecido por pessoas do Distrito Federal que possuam pequenos cultivos em seus apartamentos. Na capital existe uma cultura de consumo da maconha mais aberta e livre de preconceitos do que em outras partes do país.

“O ideal é que a Federação siga pelo mesmo caminho. No caso de não fazer isso, será utilizada a porta de trás. Isso é ilícito, mas a porta da frente é ilícita. Assim é como funcionou na Holanda durante 30 anos. A Assembleia só pode regulamentar até aí. Vai ser uma forma de operar. Tem que vir alguém que diga eu sou o corajoso que toma a iniciativa de mediar nesse contexto”, disse Madrazo. Os redatores do projeto acreditam que regulando dessa forma o consumo de maconha se ataca diretamente o tráfico de drogas e a extorsão policial a que são submetidos os consumidores.

A maconha, somente no DF, movimenta 28 milhões de dólares por ano, segundo um estudo da Cupidh, uma organização a favor da legalização. Estima-se que existam na capital cerca de 75.000 consumidores habituais, na maioria homens. O deputado Vidal Llaneras considera que a polícia federal deveria concentrar-se em crimes como sequestro e assassinato e não em perseguir consumidores de uma droga que pode ser empregada com finalidades médicas. “Trata-se de não encher as cadeias assim, sem motivo para isso”, diz.

O ex-chanceler mexicano Jorge Castañeda mostrou seu apoio ao projeto: “Coloca a Cidade do México em uma posição vanguardista. Segue o caminho do Uruguai, Colorado, Washington, Portugal... em vez de continuar com uma guerra que não tem sentido”. O senador Mario Delgado disse que se trata de uma “iniciativa muito corajosa”. A esquerda mexicana –PRD– envolveu no tema membros de outros partidos, como Jorge Gaviño, do Panal (Partido Nova Aliança): “A luta contra o tráfico de trocas está sendo perdida e, se não houver uma mudança de curso, continuaremos com esse fardo”.

A Cidade do México parecia alheia ao problema das drogas que afeta outras regiões do país, como as de fronteira, por onde passa a mercadoria rumo aos Estados Unidos, ou regiões produtoras, como Michoacán e Guerrero. No entanto, o desaparecimento de 12 jovens em uma discoteca chamada Heaven, em pleno centro da cidade, e o assassinato de outro rapaz em uma zona de bares e restaurantes puseram em evidência a existência de clãs que lutam pelo controle do tráfico de drogas em determinadas áreas. A lei pretende desarticular –em parte– o negócio desses grupos criminosos e desestigmatizar os pachecos, como são chamados no México os fumantes de maconha.

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  • Usuário Growroom

http://pt.euronews.com/2014/02/14/cidade-do-mexico-quer-descriminalizar-canabis/

Cidade do México quer descriminalizar canábis

14/02 16:44 CET

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Descriminalizar a canábis. É objetivo da proposta apresentada por congressistas do Partido da Revolução Democrática na cidade do México. A ideia é criar espaços próprios para a venda de marijuana e legalizar o consumo individual até 30 gramas.

Em 2013, o Uruguai tornou-se o primeiro país a legalizar o comércio de canábis. Para evitar coimas, os consumidores – adultos – foram obrigados a registar-se num base de dados, mas a venda a turistas não foi autorizada.

No entanto, e para o chefe de Estado uruguaio, José Mujica, o principal problema continua por resolver:

“O narcotráfico é um problema muito pior que a droga. O grande objetivo é, no fundo, a exploração de um mercado clandestino onde a competição praticamente não existe, ou é muito limitada, e quando alguém tenta entrar, a questão é normalmente resolvida aos tiros por criminosos.”

Muito criticada na altura, dentro e fora do país, a legislação que regula a produção, distribuição e venda de canábis resolve, apenas, uma pequena parte do problema já que o mercado negro continua a ser porta de entrada para muitas outras drogas.

Copyright © 2014 euronews

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  • Usuário Growroom

O melhor modelo na minha opinião é o do Colorado, que planta, compra, vende e fuma que quer!!! Sem se criar um bicho de sete cabeças!!!

O do Uruguai não podemos saber como vai ser, ainda não foi aplicado na prática. O da Califórnia tem um cunho mais medicinal mas sabemos muito bem que não funciona bem assim, mas definitivamente o da Holanda é longe de ser o ideal, mas é o que é o mais "livre", pois não restringe usuários locais residentes de turistas ou não residentes.

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  • Usuário Growroom

Caralho, a coisa andou rápido lá. Enquanto isso, no Brasil, aquele velho discurso de que "a população não está preparada para a legalização" e "é preciso debater mais". Debate o meu pau, tem que legalizar de uma vez e quem não gostou foda-se.

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  • Usuário Growroom

Problema do modelo do Colorado é que houve regulação demais, e isso aumentou o preço e abriu lacunas para o tráfico de maconha voltar à atividade, vendendo maconha de pior qualidade muito mais barato. A maconha tem que estar disponível a preços razoáveis ou o tráfico começa a agir novamente, o mesmo ocorre aqui no Brasil com tabaco.

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  • Usuário Growroom

O que faz o preço ser alto no colorado não é a forma da regulação, mas a baixa quantidade de fornecedores que estão aptos a fornecer dentro dos ditames legais. Baixa competição, baixa oferta, alta demanda = altos preços. Mas isso deve mudar em breve. A demanda vai ser razoavelmente a mesma, a competição vai aumentar, a oferta vai aumentar = baixa nos preços.

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  • Usuário Growroom

Cara, na minha opinião quanto a carga tributária ou quanto a lei de oferta e procura vai aumentar os preços ou dar chance para o trafico, sinceramente não me interessa, o importante é abrir a brecha, depois disso se discute o preço. e quem gosta de produtos de qualidade vai cultivar o seu dentro da legalidade ou pagar o preço proposto, e quem quiser comprar pelo preço que continue comprando cocô de boi na mão dos traficas.

Galera vamos pressionar, marchar, assinar petições e etc. Pois esse ano mais do que nunca o nosso objetivo está próximo de ser alcançado.

Vamos botar a cara e fazer barulho!!!

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